- Autoridades tentam remover das redes sociais uma imagem de um feto, divulgada por ativistas antiaborto, supostamente tirada no Hospital Townsville.
- O Hospital e o Serviço de Saúde de Queensland investigam como a foto foi obtida e compartilhada; Howe não apresentou evidências sobre as alegações.
- Howe, ativista antiaborto, afirma ter recebido a imagem de uma “denúncia” de uma mulher no hospital, mas não respondeu a perguntas de veículos de imprensa.
- A imagem já aparece em sites e canais de grupos pró-vida e religiosos, além de ter sido exibida em vídeo a líderes políticos, como Pauline Hanson.
- As autoridades de Queensland, incluindo o THHS, trabalham para evitar a circulação da foto e apuram violação de confidencialidade após Howe postar também registros privados de maternidade.
A imagem de um feto, publicada pela ativista antiaborto Joanna Howe, circula nas redes sociais apoiando campanhas contrárias ao aborto. A photographia, supostamente tirada no Townsville Hospital, trouxe à tona preocupações sobre privacidade e uso de informações médicas.
Autoridades registraram esforços para remover o material das redes. O Townsville Hospital and Health Service (THHS) abriu apuração interna sobre como a foto foi obtida e compartilhada.
Howe afirma ter recebido a imagem de um “informante” ligado ao hospital após um aborto. Ela a utiliza para sustentar alegações de bebês que supostamente ficam vivos após procedimentos de interrupção de gravidez. Não há evidências apresentadas por Howe.
Especialistas ouvidos desaconselham as afirmações, classificando-as como enganosas e com informações questionáveis. Um histórico de controvérsias envolvendo Howe acompanha o caso, incluindo acusações de disseminação de desinformação.
A imagem já circula em sites e canais de organizações religiosas e conservadoras ligadas a Howe, incluindo grupos pró-vida e com vínculos a lideranças políticas. A repercussão envolve reiteradas ações de grupos antiaborto para defender mudanças legais.
Na agenda pública, a chefe executiva do THHS, Kieran Keyes, informou que a instituição investiga uma possível violação grave de confidencialidade. O objetivo é esclarecer a origem da divulgação e evitar novas ocorrências.
Howe é professora de direito de imigração na University of Adelaide. Ela já enfrentou críticas por conteúdos considerados infundados sobre aborto e teve papel ativo na avaliação de propostas legais envolvendo direitos reprodutivos.
Políticos ligados a partidos antiaborto divulgaram a imagem e a história, ampliando o debate. Em Brisbane, grupos ligados à causa promoveram manifestações em apoio a “baby Samuel”.
O órgão público de saúde de Queensland, bem como o governo estadual, trabalha para remover o material das plataformas digitais. A imprensa aguarda posicionamentos oficiais de Howe e de entidades associadas à divulgação.
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