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Centrão admite fim da escala 6×1 e pode ampliar jornada para 44h

Centrão admite fim da escala 6 x 1 e discute jornada entre quarenta e quarenta e quatro horas, com negociação por setor

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  • Centrão sinaliza apoio para acabar com a escala 6 x 1, prioridade do governo Lula no Congresso.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que vai acelerar o debate, ouvindo trabalhadores e empregadores.
  • O governo propõe manter quarenta horas semanais; no Centrão há quem defenda ampliá-la para quarenta e quatro horas em cinco dias.
  • Há divisão entre lideranças sobre o tamanho da jornada e a viabilidade de custos, com discussão sobre possíveis ajustes por categoria.
  • Há resistência de setores empresariais e oposição majoritariamente da direita; o ministro Guilherme Boulos diz que o tema está maduro na sociedade.

O Centrão admite avançar com o fim da escala 6 x 1 no plenário da Câmara dos Deputados, uma medida considerada prioritária pelo governo Lula no Congresso. A ideia é encerrar a prática de trabalho em domingos com uma frequência de uma semana de folga alternada.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o assunto deve ser debatido com rapidez, buscando equilíbrio entre trabalhadores e empregadores. O objetivo é obter apoio suficiente para a tramitação, ainda neste ano eleitoral.

A proposta mantém a linha de reduzir a escala de 6 dias de trabalho por 1 de folga, mas abre espaço para ajustes no tempo de jornada semanal. O governo prefere 40 horas, enquanto parte do Centrão pressiona por 44 horas em cinco dias.

Cenários e resistência no Congresso

Lideranças empresariais sinalizam que, mesmo recebendo o apoio popular, a votação pode encontrar resistência para ampliar a jornada. Um deputado do Centrão informou que o tema estará em foco no diálogo com setores produtivos e parlamentares.

A oposição no Congresso, segundo interlocutores, tende a contestar a ampliação da jornada, citando impactos econômicos. Em contrapartida, o ministro responsável, Guilherme Boulos, afirma que o tema já está maduro na sociedade, com apoio de boa parte da base governista.

A discussão pode envolver negociações setoriais, com jornadas diferentes conforme cada setor. A fonte citada pela reportagem indica que o caminho é dividir o tema em etapas, visando consenso entre trabalhadores e empregadores.

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