- A rixa entre Tarcísio de Freitas e Eduardo Bolsonaro chegou à Alesp, com o governador supostamente articulando contra a indicação de um aliado de Eduardo para a liderança do PL na Casa.
- Gil Diniz, conhecido como “Carteiro Reaça”, buscava assumir a liderança da bancada do PL, substituindo Carlos Cézar, que deixou o cargo após tornar-se conselheiro do TCE-SP.
- Tarcísio teria demonstrado contrariedade à indicação de Diniz, em versões que envolvem veto direto ou pedido para que deputados não apoiassem o aliado de Eduardo.
- A oposição do governador levou dois apoiadores de Diniz a retirarem nomes da lista, deixando Diniz com menos da metade das assinaturas necessárias para a liderança.
- A escolha de um líder mais moderado para o PL, como Alex Madureira, é defendida pela ala de Tarcísio e pode gerar atrito com a ala bolsonarista, em ano eleitoral.
A posse de uma liderança do PL na Alesp colocou em conflito interesses entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro. A discordância ganhou contornos internos no PL paulista, com a busca por indicar o líder da bancada.
Gil Diniz, aliado de Eduardo, tentava assumir o posto, substituindo Carlos Cézar, que deixou o mandato após virar conselheiro do TCE-SP. Diniz contava com apoio de boa parte da bancada do PL, formada por 20 deputados.
Tais movimentos chegaram à esfera estadual após conversas entre o governo e parlamentares. A versão mais mencionada indica que Tarcísio questionou a indicação de Diniz, tendo vetado o nome ou, ao menos, expressado oposição. Outra leitura aponta apenas um veto informal, com deputados buscando a confirmação direta.
A retirada de apoio de dois parlamentares, Rodrigo Morais e Bruno Zambelli, complicou a escolha de Diniz, que perdeu a maioria necessária para consolidar a liderança. A situação evidencia a tensão entre aliados de Eduardo Bolsonaro e o governo estadual.
Mudança de eixo na liderança
A performance de Diniz abriu espaço para análises sobre o alinhamento político necessário na Alesp. A expectativa de governabilidade em ano eleitoral intensificou o debate sobre a necessidade de um nome com perfil mais moderado para a liderança do PL.
Alex Madureira surge como alternativa citada entre colegas de plenário. O deputado, ligado a Kassab e com maior proximidade ao governo, é visto como uma opção mais conciliadora, especialmente diante de críticas de setores do bolsonarismo.
Além disso, há avaliação sobre o papel do presidente da Alesp, André do Prado, que nega interferência do governador. Parlamentares do PL dizem que a bancada precisa de um líder capaz de dialogar com governo e oposição, mantendo o funcionamento da máquina pública.
Contexto político mais amplo
No eixo nacional, o racha entre Tarcísio e Eduardo Bolsonaro ganhou destaque com tons de rivalidade entre aliados. Eduardo já criticou publicamente o governador, enquanto Tarcísio afirma buscar um nome mais alinhado ao seu governo para a liderança do PL na Alesp.
Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro pediu moderação nas críticas a Tarcísio, segundo relatos do UOL. Em resposta, Tarcísio sinalizou apoio à candidatura de Flávio, mantendo 2026 como ano de reeleição em São Paulo.
Em meio aos desdobramentos, Eduardo Bolsonaro sinalizou intenção de união com Tarcísio, destacando a necessidade de convergência entre as pautas. O cenário na Alesp permanece em aberto, com disputas internas que podem influenciar o equilíbrio político em São Paulo.
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