- Parlamentares democratas condenaram a suposta tentativa do Departamento de Justiça de indiciar outros membros por um vídeo em que pediam aos militares que não cumprissem ordens ilegais.
- O vídeo, com trechos citando a lei, envolveu seis congressistas democratas, incluindo Elise Slotkin e Mark Kelly.
- Segundo veículos como NBC News e The New York Times, os procuradores federais teriam tentado, sem sucesso, obter uma indictação relacionada ao conteúdo do vídeo.
- Slotkin afirmou que a decisão de não prosseguir foi tomada por um grand jury de cidadãos anônimos, mantendo o Estado de Direito.
- Kelly e Slotkin destacaram que a ação seria um abuso de poder, em contexto de debates sobre decisões do governo federal envolvendo tropas e operações no exterior.
Os democratas dos EUA criticaram, nesta terça-feira, a suposta tentativa malsucedida do Departamento de Justiça, sob a gestão de Donald Trump, de indiciar anunciantes que pediram aos militares para não obedecer a ordens ilegais. A informação, veiculada pela Reuters, citou reportagens da NBC News e do New York Times sobre uma ação ligada a um vídeo com seis parlamentares democratas.
O conteúdo remetia a um vídeo com membros do Congresso que orientavam militares e comunidades de inteligência a não cumprirem ordens ilegais. Entre os envolvidos estavam a senadora Elise Slotkin, ex-analista da CIA e veterana de guerra no Iraque; o senador Mark Kelly, ex-astronauta e veterano da Marinha; e os deputados Jason Crow, Maggie Goodlander, Chris Deluzio e Chrissy Houlahan. A Justiça não comentou o caso até o momento.
O episódio ocorreu em meio a críticas de republicanos e ativistas sobre ações da administração de Trump e o uso de agentes federais em cidades governadas por democratas. Não houve detalhamento sobre o andamento específico do processo nem sobre as razões legais alegadas para a possível acusação.
Envolvidos e contexto
Segundo as informações, a tentativa de indiciamento teria ocorrido com base no vídeo mencionado, cuja divulgação gerou alertas legais e políticos. A reportagem aponta que o alvo seriam mensagens de aconselhamento a evitar cumprir ordens consideradas ilegítimas.
A divulgação do caso acontece após Trump ter atacado publicamente os parlamentares e defendido medidas duras contra opositores. A reportagem descreve ainda o debate sobre o uso de forças federais em cidades com gestão democrata e as implicações legais de atos políticos envolvendo militares.
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