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Democratas acusam procuradora-geral dos EUA de encobrir arquivos sobre Epstein

Democratas acusam procuradora-geral de encobrimento de arquivos Epstein; críticos dizem que omissões visam proteger poderosos e favorecer Trump, em audiência

“Parças”. Não se pode negar, no entanto, que Epstein e o atual presidente dos EUA compartilhavam os mesmos gostos e a mesma visão de mundo – Imagem: Arquivo/AFP
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  • Legisladores democratas, liderados por Jamie Raskin, acusam Pam Bondi de encobrir arquivos da investigação sobre Jeffrey Epstein em audiência no Comitê Judiciário da Câmara.
  • Raskin afirmou que apenas três dos cerca de seis milhões de documentos foram tornados públicos, apesar de lei de transparência ter exigido divulgação completa.
  • A lei previa manter sigilo de nomes das vítimas, mas críticos dizem que edições ocultaram também nomes de abusadores, facilitadores e cúmplices.
  • Bondi defendeu a revisão de milhões de páginas por centenas de advogados, dizendo que o objetivo foi cumprir a lei e que nomes indevidos seriam ajustados se necessário.
  • Os democratas também criticaram o DOJ por acusações de orientar retaliação política a rivais do presidente Donald Trump, dizendo que o órgão não pode se tornar instrumento de vingança.

Nesta quarta-feira, 11, legisladores democratas acusaram a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, de conduzir um provável encobrimento dos arquivos da investigação sobre Jeffrey Epstein. A denúncia envolve edições nos documentos disponibilizados pelo Departamento de Justiça.

O processo ocorreu durante audiência no Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes, com a presença de vítimas de Epstein, que morreu em prisão em 2019. O grupo questionou a gestão dos registros pelo DOJ e a divulgação seletiva de materiais.

Jamie Raskin, líder democrata, afirmou que apenas três dos milhões de documentos foram tornados públicos, sugerindo supressão de informações relevantes. A lei de transparência, aprovada sob pressão republicana, determinava divulgação total.

Contexto legislativo

Segundo a legislação, nomes e dados pessoais de vítimas deveriam permanecer sigilosos, mas não poderiam esconder envolvidos próximos a Epstein. A norma visava assegurar divulgação ampla, sem ocultar cúmplices.

Bondi defendeu a produção dos documentos, alegando revisão minuciosa por centenas de advogados. Disse que milhões de páginas passaram por revisão para cumprir a lei, e que possíveis erros seriam corrigidos mediante avaliação.

Defesas e desdobramentos

Democratas sustentam que o DOJ transformou adversários políticos de Trump em alvos de retaliação, num eventual uso político do processo. Não houve leitura de mudanças substanciais nos registros, segundo os opositores.

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