- Valdemar Costa Neto, presidente do PL, defende que o vice de Flávio Bolsonaro seja uma mulher, elogiando a senadora Tereza Cristina (PP) como opção ideal.
- O PP considera a discussão precoce e diz que a decisão sobre a chapa deve sair apenas em junho; Tereza Cristina comentou que ainda é cedo para o tema.
- No governo, há quem defenda manter Alckmin como vice de Lula; há quem sugira lançar um nome do MDB para ampliar tempo de TV.
- O MDB está dividido, com mais da metade dos diretórios estaduais contrários a Lula, incluindo o de São Paulo; o PSB resiste à troca de vice fiel.
- Lula avalia entre repetir a dobradinha com Alckmin ou buscar um nome do MDB, com foco em fortalecer a campanha em São Paulo contra Tarcísio de Freitas.
Na corrida presidencial a oito meses do pleito, movimentos de alianças se intensificam entre as esferas política e partidária. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, defende que o vice de Flávio Bolsonaro seja uma mulher. A ideia é buscar maior apoio entre o eleitorado feminino.
Em entrevista à GloboNews, Valdemar elogiou a senadora Tereza Cristina, do PP, ex-ministra de Jair Bolsonaro, como a opção ideal para compor a chapa com Flávio. Ele afirmou que o assunto pode depender do próprio senador e de Bolsonaro.
O PP ainda avalia o tema, considerando precoce discutir o assunto, com decisão prevista para junho. O partido quer medir a competitividade de Flávio antes de apoiar ou manter neutralidade. O PT e o PSB não costumam manter diálogo com o tema de alianças.
Definição de vices
No governo, a tendência interna do PSB é manter Geraldo Alckmin como vice de Lula. Ao redor do presidente, há quem sugira substituição por um vice de MDB, buscando ampliar o tempo de TV e ampliar o alcance político. A ideia é explorar um perfil mais central.
No Palácio do Planalto, há quem avalie que MDB pode aumentar a penetração em estados estratégicos, inclusive São Paulo, ajudando na mobilização de base. A discussão envolve se vale mais manter Alckmin, já com atuação no estado, ou buscar um nome do MDB para a chapa.
O PSB, no entanto, sinaliza resistência à troca de Alckmin, destacando a importância de manter um vice fiel. A maioria dos aliados do ex-governador paulista entende que ele já cumpre função relevante no estado e não deve compor chapas com custos eleitorais elevados.
O futuro de Alckmin
A análise aponta que o vice do governo poderia ser convidado a concorrer ao governo paulista ou ao Senado. A prioridade é manter uma aliança estável com foco na eleição presidencial, evitando rupturas que possam dificultar o desempenho do candidato de Lula.
Entre os cenários, Lula avalia se repete dobradinha com Alckmin ou se reforça a chapa com MDB, buscando ampliar tempo de TV e atrair partidos que resistem a acordos. Haddad e Simone Tebet aparecem como outras possibilidades discutidas.
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