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Indústria alimentícia pede à UE não banir ‘salsicha’ para produtos sem carne

Empresas de alimentos solicitam à Comissão Europeia manter termos como 'salsicha' e 'hambúrguer' para não‑meat, alegando confusão e impacto negativo para produtores

Dozens of companies including Linda McCarney Foods, Quorn and THIS have signed a joint letter calling on commissioners to ‘let common sense prevail’. Photograph: PR
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  • Mais de uma dezena de empresas de alimentos pedem à Comissão Europeia para não proibir o uso de termos como “salsicha” e “hambúrguer” em produtos sem carne.
  • Assinaturas incluem Linda McCarney Foods, Quorn e THIS; carta organizada pela Vegetarian Society foi enviada à Comissão, ao Parlamento Europeu e ao Conselho da União Europeia.
  • A proibição poderia exigir a relabelling de produtos como “bean burgers” para “pattys” ou “discs” e Glamorgan sausages para Glamorgan “tubes”.
  • Aldi e Lidl também se oponham à medida, defendendo etiquetas claras e senso comum para evitar confusão.
  • A medida, iniciada pela eurodeputada Céline Imart, foi aprovada pelo Parlamento com 355 a 247; ainda precisa do aval de maioria entre os 27 estados-membros, votação marcada para 5 de março.

Mais de uma dúzia de empresas de alimentos pediram à Comissão Europeia que não proíba o uso de termos como salsicha e hambúrguer em produtos sem carne. A carta conjunta mobiliza nomes como Linda McCarney Foods, Quorn e THIS antes do debate sobre a medida proposta.

Os signatários afirmam que a proibição causaria confusão desnecessária para clientes e não ajudaria ninguém. A iniciativa é organizada pela Vegetarian Society e enviada aos representantes da Comissão, do Parlamento Europeu e do Conselho da União Europeia.

Apoio de varejistas e produtores

Aldi e Lidl, grandes varejistas de produtos à base de plantas na Europa, também manifestaram oposição à proibição. O comércio de alimentos vegetais destaca a importância de rótulos claros sem restringir termos familiares.

Paul Garner, da Suma Wholefoods, ressaltou que consumidores são capazes de entender rótulos com listas de ingredientes sem necessidade de fiscalização de nomes como burger ou sausage. Ele defende tomada de decisões baseadas em boa informação.

David Flochel, CEO da Quorn Foods, disse que é prejudicial voltar a discutir o tema após décadas de entendimento dos consumidores. A Quorn apoia regras contra alegações enganosas, mas teme confusão e encargos regulatórios.

Jenny Canham, da Vegetarian Society, enfatizou que a proibição de termos familiares não resolve problema existente e que o foco deve ser em rotulagem clara. A organização argumenta pela manutenção de vocabulário comum e compreensível.

Contexto legislativo

As medidas foram propostas pela eurodeputada Céline Imart, do centrão-direita francês. A ideia já passou pela votação do Parlamento Europeu no ano passado, com 355 votos a favor e 247 contra.

Para virar lei, o texto precisa da aprovação de uma maioria entre os 27 Estados-membros da UE. A próxima votação está marcada para 5 de março, conforme o calendário comunitário.

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