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Seis republicanos se unem a democratas para bloquear tarifas do Canadá de Trump

Câmara vota pela revogação das tarifas de Trump sobre o Canadá, em recuo bipartidário; seis republicanos votaram com os democratas

Canada's prime minister Mark Carney with Donald Trump at the White House last October.
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  • A Câmara dos EUA votou para rescindir as tarifas impostas por Donald Trump ao Canadá no ano passado, em votação de 219 a 211; seis republicanos votaram com os democratas, mas Jared Golden, de Maine, votou contra.
  • Trump havia advertido que qualquer republicano que votasse contra as tarifas sofreria “consequências” nas eleições, e a medida ainda precisa passar pelo Senado.
  • O líder da oposição na Câmara, Hakeem Jeffries, afirmou que as tarifas de Trump elevam preços e geram incerteza para as famílias americanas.
  • Entre outros desdobramentos, novas evidências mostraram Gregory Bovino, ex-chefe da patrulha de fronteira, elogiando um agente federal que atirou em uma mulher em Chicago durante uma operação de imigração.
  • Também houve críticas da procuradora-geral Pam Bondi aos democratas em audiência sobre o caso Epstein, e dados indicaram queda de trinta por cento nas eleições sindicais supervisionadas pela NLRB em 2025.

O plenário da Câmara dos Deputados votou pela revogação das tarifas impostas por Donald Trump sobre o Canadá no ano passado, em uma reação rara de apoio bipartidário à política comercial do governo. A resolução, de caráter amplamente simbólico, foi aprovada por 219 votos a 211. Seis republicanos — Don Bacon (Nebraska), Thomas Massie (Kentucky), Brian Fitzpatrick (Pensilvânia), Kevin Kiley (Califórnia), Dan Newhouse (Washington) e Jeff Hurd (Colorado) — votaram com os democratas; Jared Golden (Maine) votou contra.

Antes da votação, Trump havia avisado, via Truth Social, que qualquer republicano que votasse contra as tarifas sofreria consequências eleitorais. A medida precisa ainda passar pelo Senado, onde não é esperada a aprovação do presidente. Lideranças republicanas buscaram adiar ou bloquear o movimento, mantendo o foco político do tema.

Hakeem Jeffries, líder da oposição democrata, disse que as tarifas elevavam preços e geravam incerteza para famílias americanas. Em nota, os democratas defenderam a votação como necessária para desfazer o que chamaram de política tarifária inadequada do governo. O impacto direto da mudança ainda depende de etapas adicionais no Legislativo.

Desdobramentos e outros destaques

Novas evidências vieram à tona sobre Gregory Bovino, chefe da patrulha fronteiriça ligada à política de deportação do governo. Segundo o material, Bovino elogiou um agente federal que atirou em uma mulher de Chicago durante uma operação de imigração. A vítima, Marimar Martinez, foi atingida em outubro e estava em veículo; autoridades registraram acusações contra ela por suposto risco à segurança dos agentes.

A procuradora-geral Pam Bondi enfrentou perguntas de democratas em comissão do Judiciário da Câmara sobre o tratamento de arquivos da Jeffrey Epstein. Representantes solicitaram a divulgação integral de documentos com margens de redação restritas, conforme lei específica.

Dados da National Labor Relations Board indicaram queda de 30% no número de eleições sindicais em 2025, sob um organismo com menos poder após mudanças promovidas pela administração anterior. A divulgação aponta redução de cerca de 59 mil trabalhadores envolvidos em pleitos, frente ao ano anterior.

Casos internacionais também ganharam atenção local. A esposa de um homem irlandês detido pela ICE por cinco meses, mesmo com permissão de trabalho vigente, pediu apoio público para sua liberação. Ela descreveu as condições de detenção como difíceis e pediu retorno do marido para casa.

Em outra frente, Donald Trump afirmou manter negociações com o Irã para evitar que este adquira capacidade nuclear, após um encontro de três horas com o premiê israelense Benjamin Netanyahu. O encontro teve como tema pressionar por maior intervenção dos EUA, embora não tenha havido declarações públicas conjuntas entre os líderes.

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