- O primeiro-ministro Jonas Gahr Stoere disse que é crucial investigar a fundo as relações entreNoruegueses proeminentes e Jeffrey Epstein, após a divulgação de novos documentos.
- Stoere, em sua primeira entrevista extensa desde o novo lote de arquivos, afirmou que há responsabilidade de esclarecer os fatos.
- O parlamento da Noruega abriu uma sindicância rara sobre o Ministério das Relações Exteriores, ea polícia investiga ligações envolvendo Epstein.
- A princesa herdeira pediu desculpas pela sua amizade com Epstein; a polícia também vasculhou as casas de Thorbjørn Jagland, ex-primeiro-ministro e ex-líder de importantes instituições.
- A polícia planejava interrogar Mona Juul, diplomata envolvida na rede de negociações entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina, sobre ligações com Epstein; a World Economic Forum também informou sobre a investigação do seu CEO na Noruega.
Oslo, 13 fev (Reuters) – O primeiro-ministro Jonas Gahr Støre afirmou que é essencial que as relações entre Noruegueses influentes e o ex-fero Epstein sejam investigadas na sua totalidade. A declaração ocorre após a divulgação de documentos que mostram contatos entre diplomatas e políticos de destaque com Epstein. Todos negam envolvimento com os crimes.
Støre indicou que é importante esclarecer o tema e que o governo trabalhará para trazer transparência ao longo das apurações, em meio a repercussões entre eleitores diante do material divulgado.
Apoiam-se também investigações externas: o parlamento norueguês autorizou uma apuração rara sobre o vínculo do Ministério das Relações Exteriores com Epstein, e a polícia investiga possíveis crimes. O Fórum Econômico Mundial também iniciou ações ligadas ao CEO da Noruega.
A princesa herdeira pediu desculpas pela relação com Epstein, em meio às reações públicas ao caso que envolve famílias reais e figuras de alto escalão.
Desdobramentos
A polícia realizou buscas em residências de Thorbjørn Jagland, ex-primeiro-ministro, ex-ministro das Relações Exteriores, ex-líder do Comitê Norueguês do Nobel e atual presidente do Conselho da Europa, sob suspeita de corrupção agravada. Jagland afirmou que está disposto a colaborar com a investigação.
Também foram anunciadas diligências para interrogar Mona Juul, diplomata envolvida no canal informal entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina que culminou nos Acordos de Oslo (1993-1995). Juul enfrenta suspeita de corrupção agravada, mas nega ter cometido crime.
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