- O Departamento de Justiça informou que quatro dos seis homens citados por Rep. Ro Khanna não têm ligação com Jeffrey Epstein, aparecendo apenas em um retrato falado feito pelo SDNY (Distrito Sul de Nova York).
- Khanna e o colega Rep. Thomas Massie (republicano) pressionaram pela desanonimização de nomes nos arquivos de Epstein; o grupo que Khanna citou continha pessoas sem relação conhecida com o caso.
- Entre os nomes mencionados estão Sultan Ahmed bin Sulayem, ex-CEO da DP World, e Leslie Wexner; os outros dois nomes não tinham perfil público conhecido.
- Dois homens mencionados negaram conhecer Epstein; um informou ter sido preso pela polícia de Nova York por crime não relacionado, o que pode ter levado à inclusão de suas fotos no retrato.
- O SDNY descreveu o arquivo como um retrato fotográfico utilizado para fins investigativos; Khanna afirmou que houve falha na transparência do DoJ e agradeceu ao Guardian pela apuração.
Dois representantes democratas e um republicano pressionaram o Departamento de Justiça a tornar públicos nomes em arquivos relacionados a Jeffrey Epstein. A Guardian US revelou que quatro homens citados por Ro Khanna não têm ligação com Epstein, mas constaram de um reconhecimento fotográfico da SDNY.
O episódio envolve Khanna, de Califória, e Thomas Massie, de Kentucky, que defenderam a desanonimização de nomes nos históicos documentos. Segundo o DOJ, os quatro nomes citados não tinham relação com Epstein, aparecendo apenas em um retrato de lineup usado pela SDNY.
Segundo a apuração, Khanna leu em plenário na Câmara alguns nomes que estavam no conjunto de 20 pessoas do documento com fotos e datas de nascimento. Massie afirmou ter contribuído para a remoção de red ações de partes do material.
Entre os nomes mencionados estão Sultan Ahmed bin Sulayem, ex-CEO da DP World e bilionário árabe, e Leslie Wexner, bilionário do varejo. Os outros quatro nomes não tinham, pelo momento, perfil público conhecido. Os indivíduos afirmaram não ter qualquer laço com Epstein.
Um porta-voz do cargo do subprocurador-geral Todd Blanche informou à Guardian que o arquivo era um lineup fotográfico utilizado para fins investigativos pela SDNY. A comunicação também indicou que os nomes não tinham relação com Epstein ou Maxwell.
Khanna respondeu no X que a explicação da Justiça não deveria ter vindo apenas depois de o assunto ganhar divulgação, e que é necessário total transparência. O congressista agradeceu ainda à Guardian pela cobertura sobre a conexão com o lineup.
A Guardian ouviu dois dos homens cujos nomes foram lidos por Khanna. Ambos negaram conhecer Epstein; um deles disse não ter entendido, até a abordagem da reportagem, que seu nome havia sido citado. Eles admitiram ter sido presos pela NYPD em crimes não relacionados.
Salvatore Nuarte, de Queens, disse ter ligado para o gabinete de Khanna após tomar conhecimento da menção. Nuarte afirmou que a comunicação com a Justiça não foi suficientemente clara sobre a lista. Leonid Leonov, também de Queens, negou qualquer ligação com Epstein e afirmou não ter trabalhado com ele. Dois outros homens não foram localizados para comentários.
Massie comentou por meio de uma postagem que o Caputo listado nos arquivos não é o político italiano de mesmo nome. O congressista e Khanna defendem a Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein, visando maior divulgação de informações e menos redactions.
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