- O procurador-geral do Reino Unido afirmou que “ninguém está acima da lei” enquanto as investigações sobre os vínculos de Andrew Mountbatten-Windsor com Jeffrey Epstein ganham força.
- A polícia do Thames Valley informou que está em diálogo com o Crown Prosecution Service (CPS) sobre acusações de conduta inadequada em cargo público envolvendo o príncipe.
- Documentos dos arquivos de Epstein sugerem que Mountbatten-Windsor compartilhou informações confidenciais com Epstein e que David Stern organizava encontros com base em sugestões do ex-príncipe.
- Relatórios indicam que Stern auxiliou encontros de Mountbatten-Windsor com Epstein em visitas financiadas pelo governo a cidades como Pequim, Hong Kong e Shenzhen em 2010.
- Críticos políticos, como Gordon Brown e Vince Cable, pedem investigação policial completa sobre possíveis crimes de corrupção envolvendo o ex-prince e a atuação do governo naquela época.
O Ministério Público do Reino Unido afirmou que ninguém está acima da lei, em meio à pressão para que a polícia apure integralmente as ligações entre o príncipe Andrew e Jeffrey Epstein. A avaliação ocorre enquanto a polícia de Thames Valley revisa denúncias de conduta de alto escalão envolvendo o ex-príncipe. A Procuradoria-Geral destacou sua função de fazer cumprir a lei de forma imparcial, independentemente da posição do investigado.
Segundo a direção de investigações, há confiança de que os agentes analisarão todas as evidências relevantes que possam indicar criminalidade. A linha de apuração envolve possível violação de confiança pública durante o desempenho de função como enviado comercial entre 2001 e 2011. Documentos de arquivo indicam compartilhamento de informações confidenciais com Epstein.
Emails revelados nos arquivos de Epstein mostram ligações entre Mountbatten-Windsor e o empresário David Stern, além de encontros com Epstein em visitas públicas a Beijing, Hong Kong e Shenzhen em 2010. Stern organizava reuniões com base em sugestões de Epstein, segundo as mensagens. Entre as informações, há relatos de encontros com autoridades chinesas e sugestões de negócios.
Mudanças de tema: evidências e próximos passos
Os registros indicam que o príncipe também repassou informações sensíveis sobre o Royal Bank of Scotland, após o socorro governamental ao banco. Ainda segundo as mensagens, um ajudante da residência oficial repassou um despacho diplomático sobre relações com a China a um banqueiro próximo ao ex-príncipe. Epstein também planejou jantares em hotéis de alto padrão com figuras do setor financeiro.
Jornais adicionais mostraram que Epstein buscou facilitar acordos discretos com o governo chinês após a missão comercial de 2010. Em mensagens, Epstein afirma ter obtido informações do príncipe e de Peter Mandelson, sugerindo uma visão de controle de determinados aspectos britânicos. Fotos recentes mostram o ex-príncipe em encontros sociais durante a viagem oficial à China.
Reações e contexto institucional
O ex-primeiro-ministro Gordon Brown pediu uma investigação policial completa e ressaltou a necessidade de apuração sobre suposta traição a interesses britânicos durante a crise financeira. Ex-líder do Liberal Democrats, Vince Cable também defende verificação de possíveis crimes de corrupção envolvendo o período em que Mountbatten-Windsor atuou como enviado comercial. As autoridades policiais afirmam que já analisam denúncias de abusos sexuais ligados a Epstein.
Mountbatten-Windsor, que ocupou o cargo de representante especial para comércio e investimento, nega qualquer irregularidade. A investigação continua em curso, com a polícia avaliando se houve conduta criminosa associada ao uso de influência institucional. O objetivo é esclarecer os fatos e apresentar um parecer fundamentado com base em evidências disponíveis.
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