- MPs pedem investigação independente sobre a encomenda de um relatório em 2023 por Josh Simons, ministro do Cabinet Office, a jornalistas que investigavam o Labour Together.
- O relatório foi encomendado pela Apco Worldwide e pago quando Simons era diretor do Labour Together, para investigar a origem de reportagens do Sunday Times sobre o thinktank.
- O Sunday Times publicou que o conteúdo da investigação da Apco foi compartilhado informalmente com figuras do Labour em 2024 e continha acusações contra os jornalistas Gabriel Pogrund e Harry Yorke.
- Simons afirmou ter ficado surpreso com informações além do contrato e pediu a remoção dessas informações antes de encaminhar o relatório à agência de inteligência GCHQ; diz que nenhum outro jornalista foi alvo.
- A APG (Public Relations and Communications Association) abriu investigação sobre a pesquisa da Apco, e parlamentares do Labour chamam o premiê a apurar o caso independentemente.
Keir Starmer é alvo de pedidos de apuração sobre a contratação de um relatório que fez acusações infundadas contra jornalistas que investigavam uma think tank ligada ao governo. A cobrança partiu de MPs britânicos, após revelações envolvendo o Gabinete do Ministro Josh Simons.
O relatório, encomendado em 2023, avaliou jornalistas que investigavam Labour Together, laboratório político próximo ao premiê. A pesquisa foi financiada por Simons quando ele era diretor do Labour Together, segundo fontes e documentos.
A apuração foi encomendada a Apco Worldwide, por meio de um acordo que visava investigar fontes, financiamento e origem de uma matéria do Sunday Times de novembro de 2023 sobre o think tank. O material também abordava investigações jornalísticas sobre o grupo.
O Sunday Times divulgou que o conteúdo do relatório da Apco foi compartilhado informalmente com figuras do Labour em 2024, incluindo ministros e assessores. O texto envolvia acusações sobre os jornalistas Gabriel Pogrund e Harry Yorke.
Tom Harper, diretor sênior da Apco e ex-funcionário do Sunday Times, seria o autor da análise sobre a origem das informações da matéria, segundo a reportagem. A Apco teria feito afirmações sem embasamento sobre supostos acessos a e-mails.
A atuação de Simons está sob escrutínio, com ligações a Morgan McSweeney, ex-chefe de gabinete próximo ao premiêr, que já liderou o Labour Together. A condução da investigação sobre jornalistas já é alvo de questionamentos.
Foi aberta uma investigação pela comissão de padrões da Public Relations and Communications Association sobre a pesquisa da Apco, o que foi recebido com receptividade por Simons. Ele afirmou que ficou surpreso com a extensão do relatório.
Segundo Simons, não houve outras investigações de jornalistas britânicos em documentos recebidos por ele ou pelo Labour Together. Ele afirmou ter pedido a remoção de informações consideradas inadequadas antes de enviar o material à GCHQ.
John McDonnell, ex-ministro e parlamentar do Labour, confirmou ter pedido uma apuração independente ao secretário-geral do partido em três ocasiões, citando a necessidade de transparência. Outros deputados também cobram esclarecimentos.
O contrato indica que Simons solicitou dados sobre as fontes de um livro de Paul Holden sobre o papel de McSweeney, além de artigos do jornalista americano Matt Taibbi. As informações ressaltam a ligação entre o tema e a ascensão de Starmer.
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