- Emails mostram que Jeffrey Epstein se solidarizou com Brett Kavanaugh durante a confirmação de 2018 e sugeriu que os republicanos deveriam ser mais firmes com Christine Blasey Ford.
- Epstein afirmou ter “sentado na cadeira de Kavanaugh” e descreveu a sabatina como uma “armadilha”, prevendo que Ford choraria e apresentaria acusações.
- Ele criticou a escolha da promissora promotora feminina para a audiência de perguntas e sugeriu questões que Ford deveria ter respondido, como histórico de ansiedade na família e detalhes sobre o local do suposto ataque.
- Epstein manteve trocas de mensagens com Kenneth Starr, que liderou a investigação sobre Bill Clinton; Starr e Epstein discutiram o caso de Kavanaugh e a investigação de Clinton.
- Não há evidência de que Kavanaugh conhecesse Epstein; este último era próximo de Starr e o considerava como possível indicado pela então gestão de Donald Trump.
Epstein demonstrou simpatia por Brett Kavanaugh durante a confirmação do juiz ao Supremo em 2018, segundo e-mails e mensagens obtidos pelo Departamento de Justiça. O condenado por abuso sexual monitorava de perto o processo e chegou a sugerir que os republicanos deveriam ser mais duros com Christine Blasey Ford.
Os comunicados indicam que Epstein via a oitiva como uma “armadilha” e previa que Ford, então professora de psicologia, apresentaria alegações graves. Ele criticou a escolha de uma promotora para a bancada feminina e sugeriu perguntas que, na visão dele, deveriam ter sido feitas a Ford.
Conexões com Ken Starr
As mensagens revelam que Epstein manteve contato frequente com Kenneth Starr, ex-procurador-geral e líder da investigação sobre Bill Clinton, com quem discutia a cobertura midiática do caso Kavanaugh. Starr respondeu a uma mensagem de Epstein sobre um relatório relacionado ao assunto, chamando as implicações de não-ilegais.
Papel de Ford e contexto da testemunha
Ford descreveu, em depoimento ao Senado, uma noite de 1982 em que alegou ter sido assediada por Kavanaugh, ainda adolescente na época. Epstein indicou que considerava a versão de Ford como potencialmente prejudicial ao processo, discutindo os desdobramentos e a percepção pública.
Histórico de Epstein e impactos
O material divulgado não aponta que Kavanaugh tenha tido conhecimento direto de Epstein. As comunicações também envolvem a circulação de observações sobre o papel de Starr na condução do caso Clinton, destacando uma relação próxima entre as partes. Entre 2018 e 2019, Epstein e Starr teriam trocado mensagens sobre a estratégia do caso.
Contexto e desdobramentos
As mensagens sugerem que Epstein acompanhou de perto a polarização em torno da confirmação de Kavanaugh e a oitiva de Ford, com avaliações sobre como as narrativas poderiam influenciar o resultado. Não há evidências de participação de Epstein no processo judicial que levou à nomeação de Kavanaugh.
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