- MPs recomendam banir liquids de BBL e proibir procedimentos não cirúrgicos de alto risco no Reino Unido, diante do risco à segurança.
- Relatório aponta ausência de regulação, com procedimentos ocorrendo em ambientes inseguros como aluguéis, quartos de hotel e galpões.
- Propõe um sistema de licenciamento para procedimentos cosméticos não‑cirúrgicos de menor risco, assegurando que apenas profissionais qualificados executem.
- Inquérito de nove meses aponta que o governo não atua rápido o suficiente, aumentando a complacência com autorregulação; mortes associadas a BBL foram citadas, incluindo de Alice Webb.
- Governo afirma que irá considerar o relatório e tomar medidas; orienta verificar qualificações/seguros dos prestadores e evitar tratamentos com preços muito baixos.
A comissão de Mulheres e Igualdade (WEC) do Parlamento britânico pediu a proibição imediata de procedimentos de alto risco, como o BBL líquido, no Reino Unido. O relatório aponta falta de regulação e descreve um cenário “estilo faroeste” onde intervenções são realizadas em espaços inadequados, como sobras de casas, quartos de hotel e sanitários públicos. A apuração de nove meses conclui que a ação regulatória é necessária com urgência para proteger o público.
Segundo o documento, indivíduos sem formação podem realizar procedimentos potencialmente perigosos, colocando pacientes em risco. A WEC recomenda também que seja criado um sistema de licenciamento para procedimentos de baixo risco, assegurando que apenas profissionais qualificados possam atuar. A ausência de regulamentação atual facilita práticas inseguras no setor.
O relatório registra casos de danos graves, incluindo internações prolongadas. Uma mulher passou cinco semanas na UTI após um BBL dar errado, enquanto outra, Alice Webb, de 33 anos, morreu em setembro de 2024 após um BBL líquido. A comissão aponta que a popularidade de procedimentos estéticos cresce com o uso de redes sociais e com a normalização de técnicas de influenciadores.
Contexto regulatório e próximos passos
A WEC afirma que o governo não atua com velocidade suficiente para estabelecer o licenciamento de procedimentos cosméticos não cirúrgicos. O texto recomenda que a regulação seja acelerada dentro deste parlamento, sem necessidade de novas consultas para banir altos riscos. Em entendimento do grupo, a regulamentação não acompanhou a expansão do setor.
O Ministério da Saúde e Bem-Estar Social (Health and Social Care) disse que analisará o relatório e apresentará uma resposta em breve. Um porta-voz ressaltou que o governo está adotando medidas para coibir “cosméticos Cowboys” e restringir tratamentos perigosos, orientando pacientes a verificar qualificação e seguro do fornecedor.
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