- Gabão suspendeu temporariamente algumas plataformas de redes sociais, citando riscos à coesão social, à estabilidade institucional e à segurança nacional.
- A Autoridade Superior de Comunicação ordenou a suspensão imediata “até novo aviso”, sem indicar quais serviços foram afetados.
- O grupo NetBlocks informou que o acesso a Meta, YouTube e TikTok foi restringido no país.
- Um repórter da Reuters viu que Facebook, Instagram e X permaneceram acessíveis até a tarde de quarta-feira.
- A HAC disse que plataformas digitais e ativistas violam a lei gabonesa ao veicular conteúdo inadequado, difamatório, odioso e abusivo online.
Gabon suspendeu temporariamente o acesso a algumas plataformas de redes sociais, alegando que postagens poderiam minar a coesão social e ameaçar a estabilidade das instituições e a segurança nacional, segundo a Autoridade Superior de Comunicação (HAC). A suspensão é imediata e não especificou quais serviços foram afetados.
Conforme o monitoramento da NetBlocks, o acesso a serviços da Meta, YouTube e TikTok foi restringido no país. Testemunhas da Reuters relataram que Facebook, Instagram e X ainda estavam acessíveis até a tarde de quarta-feira.
A HAC informou que plataformas digitais e ativistas estariam violando a lei gabonesa ao disseminar conteúdos inadequados, difamatórios, hostis e abusivos online. Não houve confirmação sobre posts específicos que teriam motivado a medida.
A suspensão é vista por membros da sociedade civil como paralisação de parte relevante da atividade econômica e social, em meio a um contexto de desemprego e custo de vida elevado. Organizações locais destacam o papel das redes como ferramentas de trabalho, expressão e mobilização.
Gabon vive um contexto político de transição desde a eleição do presidente Brice Oligui Nguema, em abril do ano passado, após um golpe que encerrou mais de 50 anos de governo anterior. O país enfrenta ainda aperto de liquidez e dependência de mercados regionais para financiar despesas.
Economicamente, o país depende de importações para alimentação e registra fragilidade fiscal, conforme alerta recente do Banco Mundial, mesmo após avanços políticos. A dívida pública e o acesso a financiamento internacional permanecem como desafios.
Entre na conversa da comunidade