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Lula veta licença compensatória e limita reajuste de servidores até 2026

Lula veta licença compensatória e limita reajustes de servidores do Legislativo a 2026, barrando pagamentos acima do teto e reajustes futuros entre 2027 e 2029

O presidente Lula (PT). Foto: Evaristo Sa/AFP
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  • O presidente Lula sancionou parcialmente projetos que reestruturam as carreiras e concedem reajuste a servidores da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do TCU.
  • O veto principal impediu dispositivos que poderiam levar a remunerações acima do teto do funcionalismo público e retirou aumentos escalonados previstos para os próximos anos.
  • A sanção manteve apenas o reajuste previsto para 2026 e alterações na estrutura de gratificações, além do reconhecimento das carreiras como típicas de Estado.
  • Foi barrada a criação de uma licença compensatória para servidores que acumulassem funções, já que poderia permitir remuneração acima do teto constitucional.
  • Também foram vetados pagamentos retroativos de despesas continuadas, mudanças no cálculo de aposentadorias e o reajuste programado entre 2027 e 2029, por considerar incompatíveis com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou parcialmente projetos que reestruturam as carreiras e concedem reajustes a servidores da Câmara, do Senado e do TCU. A medida sustenta apenas o reajuste de 2026 e veta dispositivos que poderiam levar remunerações acima do teto do funcionalismo.

Entre os pontos vetados está a licença compensatória que permitiria converter dias de folga em pagamentos indenizatórios, o que poderia ultrapassar o teto constitucional. O Planalto justificou o veto citando o teto e o risco de extrapolar limites legais.

Outros itens cancelados previam pagamentos retroativos de despesas continuadas e alterações no cálculo de aposentadorias e pensões, considerados incompatíveis com a Constituição e com a reforma da Previdência. O governo também derrubou reajustes programados para 2027 a 2029.

Desdobramentos e justificativas

O governo argumentou que as medidas, se aprovadas, representariam criação de despesas obrigatórias fora do mandato e contrariariam a Lei de Responsabilidade Fiscal. A sanção manteve apenas o ajuste de 2026 e mudanças na estrutura de gratificações.

A decisão afeta servidores de três órgãos: Câmara dos Deputados, Senado Federal e TCU. A equipe presidencial destacou a necessidade de respeitar limites fiscais e de planejamento orçamentário ao longo do ciclo fiscal.

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