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Procurador-geral de Victoria rebate alegação de que CFMEU custou US$ 15 bi aos cofres

Procurador-geral de Victoria rebate alegação de que o CFMEU custou $15bn aos cofres públicos, acentuando o confronto entre governo e combate à corrupção

Victorian attorney general Sonya Kilkenny (right) and premier Jacinta Allan. Watson’s CFMEU report alleges the Victorian government ‘knew and had a duty to know’ that corrupt union and underworld figures had infiltrated the Big Build.
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  • O advogado-geral de Victoria criticou o especialista Geoffrey Watson SC por alegar que a corrupção na CFMEU teria custado aos cofres públicos pelo menos 15 bilhões de dólares.
  • O valor aparece em capítulos redigidos do relatório Rotting from the Top, encomendado pelo administrador da CFMEU, Mark Irving KC.
  • Watson disse que o custo representa cerca de 15% de desperdícios ligados ao Big Build, programa de infraestrutura avaliado em aproximadamente 100 bilhões de dólares.
  • Segundo a CFMEU, Kilkenny, é arriscado afirmar um custo de 15 bilhões sem evidência; é preciso distinguir fato de prova.
  • O ministro da polícia criticou Watson, e o especialista rebateu, dizendo que as críticas foram inadequadas e que há necessidade de apresentar evidências, não ataques pessoais.

O procurador-geral de Victoria criticou fortemente o perito de integridade Geoffrey Watson SC por alegações sobre corrupção na União dos Empregados da Construção, Engenharia e Marinha (CFMEU). Watson descreveu o custo de corrupção como pelo menos 15 bilhões de dólares para o contribuinte. O valor vem de capítulos vermelhados do relatório Rotting from the Top, encomendado pelo administrador da CFMEU, Mark Irving KC, e apresentado a uma investigação no Queensland na semana passada.

O relatório de Watson, que é um jurista e diretor do Centre for Public Integrity, usa uma estimativa bruta baseada no parecer de especialistas. Considerando o programa Victoria’s Big Build, avaliado em cerca de 100 bilhões de dólares, Watson apontou que perdas associadas a condutas da CFMEU poderiam ficar entre 10% e 30%, tendo escolhido 15% como ponto de referência, segundo o material divulgado.

A confirmação de Watson de que grande parte do montante pode ter sido revertida a criminosos gerou críticas. A advogada Kilkenny afirmou que é arriscado fazer alegações de 15 bilhões sem evidências, destacando a distinção entre alegação e prova e a importância do devido processo. Ministério Público e polícia não detalharam novas evidências publicamente.

Reações oficiais

O ministro da Polícia de Victoria, Anthony Carbines, foi ao plenário negar a veracidade das alegações, sugerindo que Watson apresente provas à polícia em vez de buscar manchetes. Watson respondeu que evitou falar publicamente, mas que a intervenção dos ministros foi inadequada e que não recebeu contato para discutir o assunto.

Ponto de vista político

O shadow attorney general, James Newbury, criticou o governo, alegando que o ataque à figura pública anti-corrupção revela problemas estruturais. A oposição destacou que denúncias sobre corrupção devem ser tratadas com base em evidências verificáveis e no respeito ao devido processo, sem juízos precipitados.

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