- Keir Starmer nomeou Antonia Romeo como chefe do serviço civil, tornando-a a primeira secretária estadual mulher a ocupar o cargo.
- A nomeação ocorreu após denúncias de comportamento de bullying feitas por colegas na embaixada britânica em Nova York, cerca de dez anos atrás.
- A queixa de 2017 foi investigada por um diplomata sênior, que afirmou que ela tinha de responder, mas foi encerrada pelos gestores do Cabinet Office, que a isentaram.
- Críticos dizem que a decisão traz questionamentos sobre diligência e integridade, especialmente após pedidos de mais verificação feitos por Simon McDonald.
- Romeo e apoiadores afirmam que ela tem histórico de serviço público e competência, enquanto críticos apontam possíveis problemas de liderança e tratamento a colegas.
Antonia Romeo foi nomeada pelo primeiro-ministro para ocupar o cargo de secretary cabinet, o mais alto cargo da função pública britânica. Ela se torna a primeira mulher a liderar o civil service, em meio a controvérsias passadas. A escolha ocorreu apesar de denúncias de comportamento intimidatório na época em que atuou no consulado britânico em Nova York, quase uma década atrás.
A decisão de Keir Starmer gerou cansaço entre ex-colegas que trabalharam com Romeo. Eles afirmaram que as acusações de bullying foram conhecidas na época, mas o órgão competente concluiu que havia uma posição a ser usada pela chefia. Naquele momento, o caso foi encerrado com aprovação interna.
Simon McDonald, ex-líder civil, pediu maior diligência antes da nomeação. No entanto, Starmer manteve a decisão e ressaltou a trajetória de Romeo, destacando mais de 25 anos de serviço público e resultados entregues. Romeo respondeu considerar uma grande responsabilidade a liderança do civil service.
Histórico de denúncias
De acordo com relatos de colegas à imprensa, as acusações de 2017 incluíam promessas de prejudicar carreiras de subordinados com base em divergências profissionais. Havia também menção a uma suposta conduta que, segundo relatos, poderia afetar a reputação de profissionais em Londres.
Além disso, o material da época descreveu assuntos financeiros, como um acordo com a empresa Farrow & Ball para fornecimento de tintas em troca de publicidade, e um gasto com táxi não acompanhado de justificativa. O organismo responsável avaliou que ela tinha de responder sobre estilo de gestão, mas não sobre as questões financeiras; a conclusão foi revista pelo Cabinet Office, que então entendeu que não havia caso a seguir.
Fontes governamentais asseguraram que o processo de avaliação prévio já havia ocorrido durante a consideração anterior para o cargo, e que não havia necessidade de reavaliação completa. No 10 Downing Street, a defesa foi de que a avaliação foi adequada e consultada a autoridade competente da função pública.
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