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Yoon Suk Yeol é condenado à prisão perpétua por liderar insurreição

Ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol é condenado à prisão perpétua com trabalho por liderar insurreição durante a declaração de estado de exceção em 2024

A supporter of Yoon Suk Yeol outside the court in Seoul, South Korea, on Thursday. Prosecutors argued that Yoon had committed ‘a grave destruction of constitutional order’ in 2024.
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  • O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol foi condenado à prisão perpétua com trabalho pelo crime de insurreição, relacionado à declaração de estado de guerra em dezembro de 2024.
  • A decisão o torna o primeiro chefe de Estado eleito a receber a pena máxima no país durante a era democrática.
  • O tribunal considerou que Yoon liderou a insurreição ao mobilizar tropas para cercar o parlamento e tentar prender opositores durante a crise de seis horas.
  • Outros desdobramentos: o ex-primeiro-ministro Han Duck-soo foi condenado a 23 anos; o ex-ministro do Interior, Lee Sang-min, recebeu sete anos de prisão pela participação no episódio.
  • O veredito chega 14 meses após os eventos de 3 de dezembro de 2024, que foram considerados pela justiça como uma grave ameaça à democracia.

O tribunal sul-coreano condenou Yoon Suk Yeol à prisão perpétua com trabalho pelo alegado papel de liderança em uma insurreição, ligada à declaração de bem-sar martial em dezembro de 2024. A decisão o torna o primeiro presidente eleito a receber a pena máxima na era democrática do país.

A sentença ocorreu 14 meses após os acontecimentos, que começaram na noite de 3 de dezembro de 2024. A justiça considerou que Yoon mobilizou tropas para cercar o Parlamento e tentar prender adversários políticos durante a crise de várias horas. A acusação pediu pena de morte.

Yoon sempre negou as acusações, chamando a investigação de conspiração política. A defesa argumentou que houve apenas mobilização limitada de tropas, sem intenção de romper a ordem constitucional. A defesa sustenta que não houve riot nem interrupção deliberada.

Procuradores sustentaram que houve “destruição grave da ordem constitucional”, dado o uso de força militar para paralisar o Legislativo e controlar o processo eleitoral. Em resposta, a defesa afirmou que não houve intenção de desestabilizar o governo.

Os vereditos anteriores, que reconhecem a gravidade dos eventos de 3 de dezembro, contribuíram para o atual resultado. Houve rapidamente desdobramentos políticos, com parlamentares aprovando medidas emergenciais logo após a declaração de martial law.

Contexto e desdobramentos

No início de janeiro, o ex-primeiro-ministro Han Duck-soo recebeu 23 anos de prisão por papel na insurreição, descrita como um autogolpe. Em fevereiro, o ex-ministro do Interior Lee Sang-min foi condenado a sete anos pela atuação durante o episódio.

Especialistas jurídicos veem esse conjunto de sentenças como sinal de endurecimento do judiciário frente a tentativas de desestabilização institucional. Relações com casos históricos na Coreia do Sul aparecem como referência para as decisões recentes.

Outras figuras ligadas ao governo também foram condenadas ao longo de 2025, mas todas as sentenças anteriores terminaram sendo ajustadas ou perdoadas em estágios posteriores. O cenário judicial atual reforça a importância da estabilidade institucional no país.

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