- O Departamento de Segurança Nacional (DHS) busca comprar um jato Boeing 737-8 Max, avaliado em 70 milhões de dólares, para voos de deportação e uso por autoridades em viagens oficiais.
- O interior do avião, segundo imagens obtidas pela NBC News, inclui quarto com cama de casal, chuveiros, cozinha, quatro TVs de tela grande e um bar.
- Alguns oficiais do DHS questionam a necessidade de adquirir o jato, já que o ICE costuma transportar mais de 100 detidos algemados em voos de deportação.
- O DHS afirmou que, se aprovado pela OMB, parte do interior será reconfigurado para atender à missão de deportação, mantendo também viagens de alto nível.
- A instituição destaca que o jato terá dupla função e custo de operação menor em relação a aeronaves militares, em marco ligado a iniciativas de eficiência e economia de recursos públicos associadas à equipe de Kristi Noem.
DHS avalia comprar um jato Boeing 737-8 Max no valor de US$ 70 milhões para voos de deportação e para uso por autoridades do governo, segundo reportagem publicada nesta sexta-feira. Imagens obtidas pela NBC News mostram o interior luxuoso, com quarto, chuveiro, cozinha, bar e quatro TVs de tela grande.
De acordo com o material, alguns dirigentes do Departamento de Segurança Interna (DHS) questionam a necessidade de a ICE, responsável pelas deportações, adquirir o jato que hoje é alugado. Um funcionário, que pediu anonimato, classificou como improvável a ideia de uso dual para voos de deportação e deslocamentos de membros do governo.
INTERIOR DO JATO E CAPACIDADE
O jato pretendido teria espaço para no máximo 18 passageiros e possibilidade de acomodar 14 pessoas para dormir, conforme materiais de divulgação obtidos pela NBC. Normalmente, voos de deportação da ICE transportam mais de 100 detainees acorrentados, além de guardas, equipe médica e tripulação.
A DHS não respondeu imediatamente a pedido de comentário. Em nota à NBC, um porta-voz afirmou que há planos de adaptar parte do interior do veículo, caso o Escritório de Orçamento (OMB) aprove o financiamento de US$ 70 milhões para a ICE.
Segundo o porta-voz, o avião atenderia a missões duais — deportação pela ICE e deslocamentos de nível ministerial. O texto também indica que a aeronave seria operada com custos até 40% menores do que os de aeronaves militares usadas atualmente pela ICE.
CRÍTICAS E CONTEXTO POLÍTICO
A secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, é citada como responsável por ações para reduzir ineficiências e economizar recursos públicos. Ela já enfrentou críticas anteriores por gastos com aeronaves privadas durante uma paralisação do governo, quando houve denúncia de uso de recursos públicos para jets particulares.
A reportagem não confirma a compra; aponta que a decisão depende da aprovação do OMB e do aval para uso dual do jato. A investigação ressalta as implicações de custo, logística e impactos operacionais para deportações, bem como a transparência do gasto público.
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