- Haia foi a primeira cidade a banir anúncios de produtos de alto carbono por meio de lei local, com posters de combustíveis fósseis já ausentes em 2025.
- A tendência se espalha: várias cidades ao redor do mundo adotaram restrições, incluindo Florença, Estocolmo e Amsterdã em 2026; cidades britânicas como Edimburgo, Sheffield e Portsmouth também implementaram limitações.
- Organizações internacionais pedem ações mais amplas; o tema foi destacado por António Guterres e pela Organização Mundial da Saúde, que chamou os combustíveis fósseis de “o novo tabaco”.
- Estudos e campanhas indicam que a publicidade de combustíveis fósseis normaliza comportamentos insustentáveis; autoridades defendem que proibições associadas a outras políticas podem provocar mudanças.
- Embora haja casos de sucesso, especialistas apontam desafios legais, efeitos incertos sobre o consumo e a necessidade de combinar as proibições com outras medidas, como incentivos a transportes alternativos.
A Haia aprovou, em 2024, uma restrição histórica: proibir anúncios de combustíveis fósseis em espaços públicos. A medida transformou a cidade no primeiro exemplo mundial de lei local com banimento de publicidade de alto carbono. Em sete meses, banners de carros a gasolina ou cruzeiros sumiram das vias.
A decisão, motivada por metas climáticas e pela proteção da saúde pública, abriu caminho para outras cidades seguirem o exemplo. Atualmente, dezenas de municípios já adotaram políticas parecidas ao redor do mundo, incluindo Florença, Estocolmo e Amsterdam, que avançou para lei efetiva em 2026.
O que mudou na Haia
A norma proibiu publicidade de combustíveis fósseis em cartazes, mobiliário urbano e aberturas digitais. Em paralelo, a cidade expandiu incentivos a mobilidade elétrica, com mais pontos de carregamento e linhas de apoio financeiro para isolamento e aquecimento eficiente de residências.
Panorama global e impactos
Instituições internacionais destacam o papel da publicidade na normalização de consumo insustentável. Organizações e estudos indicam que restrições desse tipo podem incentivar alternativas mais verdes e reduzir a exposição pública a mensagens associadas a combustíveis fósseis.
Obstáculos e próximos passos
Alguns setores contestaram a medida na Justiça, alegando violação de direitos. Contudo, tribunais têm mantido a plausibilidade das restrições para combater mudanças climáticas. autoridades enfatizam a necessidade de combinar o banimento com outras políticas públicas para ampliar o efeito.
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