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Deputados do Amapá devem investigar escândalo do Master no estado antes da CPMI

Amapá acelera coleta de assinaturas para CPI local sobre investimento de 400 milhões no Master, antes de CPMI federal, destacando risco aos aposentados

Sede da Amapá Previdência, que teve como presidente indicado de Alcolumbre
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  • A Assembleia Legislativa do Amapá está buscando assinaturas para instalar uma CPI que investigue os investimentos de R$ 400 milhões da Amprev no Banco Master, considerados parte de uma possível fraude bancária.
  • A iniciativa ocorre antes de o Congresso abrir uma CPMI, já que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não sinalizou sobre instalação de uma comissão nacional.
  • O líder da operação na ALAP é o deputado R. Nelson Vieira; já há dois deputados adesos, incluindo Vieira, e é necessário obter ao menos oito assinaturas.
  • As aplicações foram aprovadas entre 12 e 30 de junho de 2024, mesmo com alertas de risco de dois conselheiros da Amprev; PF e Ministério Público investigam gestão temerária e possíveis irregularidades.
  • A operação da PF ocorrida em 6 de fevereiro levou à renúncia de Jocildo Lemos, presidente da Amprev indicado por Alcolumbre; há suspeitas sobre responsabilidades na gestão do fundo e nos investimentos no Banco Master.

A Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) começou a mobilizar assinaturas para instalar uma CPI que investigue os investimentos de R$ 400 milhões da Amprev no Banco Master. A apuração local pode andar antes de ações no Congresso.

O objetivo é esclarecer se houve investimento temerário, quais foram os responsáveis e por que parte dos recursos de servidores foi direcionada a uma instituição sob risco. A iniciativa é liderada pelo deputado R. Nelson Vieira (PL).

Nelson Vieira já vinha alertando, desde setembro, sobre as aplicações milionárias no Master. A expectativa é reunir pelo menos oito das 24 assinaturas para abrir a comissão no âmbito da Assembleia amapaense.

O caso ganhou contornos nacionais após a Operação Compliance Zero, que investiga a venda do Master ao BRB e revelou fortes vínculos entre fundos de previdência estaduais e o banco. A Amprev é alvo de apurações para entender os impactos.

Entre 2023 e 2024, Amprev e outros regimes investiram bilhões em letras financeiras emitidas pelo Master. O Banco Central liquidou a instituição, elevando a preocupação com perdas para os regimes de previdência.

Conforme a PF e o Ministério Público, há apuração sobre gestão temerária e possível fraude, com riscos de descontinuidade de pagamentos a aposentados. Em fevereiro, a Amprev confirmou medidas para resguardar recursos.

Ato da PF na Amprev teve mandados de busca e apreensão envolvendo Jocildo Lemos, indicado por Alcolumbre. Em fevereiro, Lemos renunciou; o presidente do Senado negou interferência direta na gestão do fundo.

No plano político nacional, a criação de uma CPMI ou CPI tem enfrentado entraves no Congresso. No Senado, Davi Alcolumbre não se manifestou sobre o requerimento, enquanto na Câmara o presidente Hugo Motta mantém o tema na fila de CPIs.

Parlamentares avaliam a possibilidade de formar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para unificar apurações entre Câmara e Senado. O calendário eleitoral de 2026 aumenta a cautela de autoridades e partidos.

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