- Andrew Mountbatten-Windsor, o irmão mais novo do rei Charles III, foi preso nesta semana suspeito de conduta imprópria no cargo por alegações de ter enviado documentos confidenciais do governo britânico a Jeffrey Epstein.
- A Polícia do Vale do Tâmisa interrogou o ex-príncipe ao longo de quinta-feira e investiga se ele repassou relatórios a Epstein enquanto atuava como enviado comercial.
- Documentos divulgados pelos EUA sugerem que, em 2010, ele encaminhou a Epstein relatos sobre oportunidades de negócio em lugares por onde passou como representante especial de comércio e investimento.
- Mountbatten-Windsor nega qualquer irregularidade e foi liberado na quinta-feira; a investigação continua.
- A forma de conduta imprópria no cargo é um crime comum de definição não codificada, com potencial pena máxima de prisão perpétua; a decisão sobre eventual indiciamento pode levar semanas ou meses, e o processo, se houver, deve ocorrer no Crown Court (Old Bailey).
Um ex-príncipe britânico foi preso nesta semana sob suspeita de conduta imprópria em serviço público, por alegações de ter enviado documentos confidenciais do governo aos financeiros Jeffrey Epstein. A prisão ocorreu em território britânico; ele foi questionado pela polícia durante o dia de quinta-feira e liberado no final do dia, conforme apurado pela imprensa.
A investigação, conduzida pela Thames Valley Police, analisa se o ex-príncipe repassou documentos a Epstein, mesmo após deixar o cargo de enviado comercial e de investimentos. Documentos norte-americanos indicam que ele teria enviado relatos sobre oportunidades de negócio a Epstein em 2010, quando atuava como representante comercial.
O ex-príncipe, que completou 66 anos na quinta-feira, sempre negou irregularidades relacionadas a Epstein. A polícia informou que as apurações continuam, sem descartar novas diligências e interrogatórios.
O QUE É CONDUTA EM PRAÇA PÚBLICA
A conduta em serviço público é uma figura do direito comum, não prevista em lei escrita, desenvolvida ao longo de séculos. Uma condenação pode resultar em pena máxima de prisão perpétua. A avaliação envolve fatores como atuação no cargo e abuso de confiança pública.
Para prosecutors, fica essencial demonstrar que o indivíduo exercia função pública e agiu de forma deliberada, com abuso de confiança. A natureza não remunerada do cargo do réu pode complicar a caracterização da condição de servidor público, conforme orientação do Ministério Público.
PRÓXIMOS PASSOS
Diante da complexidade, é provável que investigação e avaliação de provas tomem semanas ou meses. Caso haja indiciamento, o réu deverá comparecer a uma vara de primeira instância, com eventual encaminhamento para a Crown Court.
Interrogatórios adicionais podem ocorrer conforme a avaliação de novas evidências. A duração de eventuais processos varia, com prazos de anos em alguns casos no sistema judicial britânico. A apuração segue em andamento.
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