- Comissão de MPs deve se reunir na próxima terça-feira para avaliar possível investigação sobre o papel de Andrew Mountbatten-Windsor como enviado comercial do Reino Unido, mesmo após sua prisão.
- Ele teria solicitado aos ministros um cargo governamental maior; o cargo era visto, na prática, como simbólico, em meio a controvérsias ligadas a regimes repressivos e à amizade com Jeffrey Epstein.
- Pessoas que acompanharam o trabalho dele descrevem-no como liability, por estilo e personalidade, com relatos de visitas curtas a reuniões e gastos elevados.
- A linha de investigação pode verificar se houve falhas de atuação ou possível ilegalidade, além de questionar se houve cooperação adequada com o governo.
- Também há menção de influência de Peter Mandelson na indicação de Andrew; Mandelson é investigado separadamente por supostas informações vazadas a Epstein, e há expectativa de divulgação de documentos sobre a nomeação dele como embaixador em Washington.
Um comitê parlamentarista de MPs pode abrir uma apuração sobre o papel de Andrew Mountbatten-Windsor como enviado comercial do Reino Unido, mesmo após sua prisão. A conversa ocorre enquanto surgem relatos de que o ex-príncipe pressionava ministros por uma função governamental maior.
Segundo fontes, Mountbatten-Windsor ocupou o posto de representante especial para comércio e investimento internacional de 2001 a 2011. A posição, ligada ao Foreign Office e ao departamento de negócios, encerrou após controvérsias ligadas a ligações com regimes repressor e a amizade com Jeffrey Epstein.
Um integrante sênior da época afirmou que o príncipe, pessoalmente, pediu repetidamente aos ministros por um cargo mais significativo. Ele teria dito: “Pode encontrar um papel maior para mim?”.
Outra visão de funcionários públicos na época aponta que, embora o status real às vezes facilitasse reuniões, Mountbatten-Windsor era visto como um risco. A forma de atuar e a personalidade contribuíram para uma percepção negativa sobre o cargo.
Relatos indicam que o comportamento incluía visitas rápidas e contatos com equipes governamentais que, segundo relatos, não deixavam claro quem custeava as viagens e despesas. Em Davos, por exemplo, houve insistência em uma acomodação de alto custo.
Ao mesmo tempo, havia desentendimentos sobre a falta de coordenação entre o príncipe e o governo. Em 2010, semanas antes de uma visita de alto nível a Beijing, Andrew já havia estado na China sem aviso prévio.
O comitê pode investigar se houve falhas internas que permitiram condutas questionáveis ou até ilegais durante o período em que ele atuou. Há quem sustente que poucos no governo davam a devida importância ao cargo.
Relatos também mencionam que, durante governos de Tony Blair e Gordon Brown, houve certo grau de deferência ao papel real. A investigação pode analisar se esse contexto facilitou problemas de conduta.
Entre os nomes que influenciaram na indicação do envio comercial, está Peter Mandelson, ex-secretário de Comércio. Mandelson enfrenta investigação separada por alegações de vazamento de informações a Epstein.
O governo britânico está revisando documentos envolvendo a nomeação de Mandelson como embaixador em Washington, cargo que terminou após revelações sobre laços com Epstein. A primeira leva de documentos pode sair em breve.
Parlamentares planejam analisar se houve falhas sistêmicas na gestão do cargo e se medidas preventivas foram adequadas. A pauta ocorre antes de o parlamento retornar após o recesso.
Entre na conversa da comunidade