- Celso Portiolli recebeu críticas de defensores da extrema-direita após debochar de uma antiga declaração de Jair Bolsonaro no programa Domingão Passa ou Repassa.
- No quadro, ele comentou sobre herpetologia e lançou a brincadeira: “Quem tomou vacina e virou jacaré vai tratar com o amigo dela lá.”
- Comentários de bolsonaristas no X reclamaram da fala e a repercussão ganhou tom de ataque nas redes.
- Portiolli já teve posicionamentos políticos no passado, chegou a apoiar Bolsonaro em dois mil e dezoito, hoje não segue o ex-presidente, mas segue Nikollas Ferreira, o que levanta sinais de simpatia por ideias de direita.
- O contexto envolve a polêmica declaração de Bolsonaro durante a pandemia sobre a vacina da Pfizer, quando o governo recebeu ofertas da farmacêutica em vinte vinte e não respondeu.
Celso Portiolli voltou aos trending topics após deboche a uma antiga fala de Jair Bolsonaro durante o Doming Lega. O casual comentário ocorreu no quadro Passa ou Repassa, quando a apresentadora Bianca Rinaldi mencionou um amigo especialista em herpetologia. Portiolli comentou sobre vacinas de forma irônica.
A reação veio principalmente de apoiadores da extrema direita, que utilizaram as redes para criticar o jornalista. Usuários no X associaram o humor à supremacia de interesses da emissora e a ataques à própria marca televisiva, levando a uma onda de mensagens duras na plataforma.
Até pouco tempo, Portiolli mantinha o histórico de apoiar políticos conservadores em momentos pontuais, sem se identificar como parte de um grupo específico. Atualmente, ele não segue Bolsonaro ou familiares no Instagram, mas permanece conectado a políticas de direita por meio de outros perfis.
Contexto da declaração de Bolsonaro durante a pandemia
Em 2020, a Pfizer apresentou propostas formais ao Ministério da Saúde para fornecimento de milhões de doses de vacina contra a COVID-19, com entregas previstas para o fim daquele ano. A fala de Bolsonaro sobre a cláusula de responsabilização gerou controvérsia.
Dados oficiais apontam que a pandemia ceifou centenas de milhares de vidas no Brasil naquele ano. Em agosto de 2020, a Pfizer informou que a oferta apresentada ao governo tinha validade de 15 dias, sem resposta clara até aquele momento. A empresa afirmou que a proposta previa entrega de 1,5 milhão de doses até o final do ano.
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