- Líderes do bolsonarismo, Valdemar Costa Neto (Partido Liberal) e Antonio Rueda (União Brasil), disseram a empresários em São Paulo na segunda-feira 23 que querem impedir que a PEC que encerra a escala 6×1 avance no Congresso.
- A estratégia é segurar a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara para evitar que o texto vá ao plenário.
- Valdemar afirmou que não é fácil para o país nem para os empresários e que o PL vai trabalhar para não deixar votar o fim da escala 6×1.
- Rueda afirmou que a proposta seria prejudicial à economia e ao setor produtivo, ligada a um calendário eleitoral e com possível cobrança ao consumidor.
- O debate acontece em meio a pressões de partidos e frentes ligadas ao empresariado contra mudanças na jornada semanal; o texto em análise propõe reduzir a carga horária máxima e alterar o modelo atual de seis dias consecutivos de trabalho.
Os presidentes nacionais do PL e do União Brasil articulam para impedir o andamento da PEC que prevê o fim da escala 6×1 no Congresso. A estratégia é barrar a proposta já na CCJ da Câmara e evitar que o tema chegue ao plenário. A ação ocorreu em encontro com empresários em São Paulo, na segunda-feira, 23.
Valdemar Costa Neto (PL) afirmou que o partido vai atuar para impedir a votação da matéria, argumentando que não seria benéfica para o país nem para os empresários, já sobrecarregados por tributos e custos. Ele sinalizou que trabalha para evitar a votação do texto.
Antonio Rueda (União Brasil) reforçou que a proposta pode trazer impactos negativos à economia e ao setor produtivo, associando o tema a calendário eleitoral. Segundo ele, o custo seria repassado ao consumidor, com efeitos amplos nos diferentes segmentos.
Contexto econômico e eleitoral
Os dois dirigentes destacaram a necessidade de eventuais ajustes na proposta, como escalas alternativas e limites menores de horas, mantendo, conforme a leitura deles, a estabilidade econômica. O movimento ocorre em meio a uma pressão de frentes empresariais contrárias à mudança.
Lideranças governistas estudam abrir espaço para negociações, apontando que mudanças na jornada de trabalho devem considerar impactos setoriais e objetivos fiscais. A disputa continua no âmbito político, com uso de argumentos econômicos para sustentar posições.
Propostas e próximos passos
A discussão sobre a jornada de trabalho ganhou tração nos últimos meses, com apoio a diferentes formatos de escala e limites semanais. A CCJ é o principal ponto de tramitação, onde a construção de votos pode definir o destino da proposta.
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