- A Câmara analisa nesta terça-feira, 24, o PL Antifacção em meio a impasse entre governo e Câmara sobre qual texto deve prevalecer.
- O relator Guilherme Derrite sinalizou alterações após negociações com o governo, mas o novo relatório ainda não foi protocolado.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, incluiu o projeto na ordem do dia, e a votação acontece sob regime de urgência presidencial, com prazo de 45 dias já vencido, o que trava a pauta.
- O governo quer manter a versão do Senado, relatada pelo senador Alessandro Vieira; a bancada do PT apoia esse texto.
- Derrite busca retomar pontos do parecer anterior, com foco no fortalecimento de ações estaduais e no endurecimento de penas, enquanto o Ministério da Justiça acompanha as mudanças.
O texto do PL Antifacção segue com impasse na Câmara dos Deputados. A pauta de votação, marcada para esta terça-feira, 24, ocorre mesmo com disputa entre o governo e a Câmara sobre qual texto deve prevalecer. O relator Guilherme Derrite ainda não protocolou o novo parecer.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, incluiu o PL na ordem do dia do plenário. A tramitação ocorre em regime de urgência presidencial e já excedeu o prazo de 45 dias, o que pode travar a pauta e evitar a análise de outras propostas até a decisão final.
Nos bastidores, o governo empurra para manter a versão aprovada pelo Senado, relatada pelo senador Alessandro Vieira. A bancada do PT na Câmara apoia esse texto por preservar instrumentos de inteligência e a autonomia financeira da Polícia Federal.
Derrite vem defendendo a retomada de pontos do parecer aprovado anteriormente pela Câmara, com foco no fortalecimento das ações estaduais e em endurecer as penas contra facções. Ele sinalizou ajustes após conversas com o Ministério da Justiça, mas ainda não tornou público o conteúdo.
O PL Antifacção foi criado pelo Ministério da Justiça, com ênfase em estratégias de inteligência para combater o crime organizado. O debate atual envolve a relação entre forças federais e estaduais, bem como a destinação de recursos de bens apreendidos e da arrecadação vinculada às apostas.
Entre na conversa da comunidade