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Anielle Franco diz que condenação é resposta a quem debochou da morte de irmã

Condenação de mandantes do assassinato de Marielle Franco a 76 anos e 3 meses é mensagem para quem debochou da morte, afirma Anielle Franco

Família de Marielle Franco durante julgamento de acusados de mandar matar vereadora no STF — Foto: Gustavo Moreno/STF
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  • STF condenou os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão a 76 anos de prisão cada um pelos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018 no Rio de Janeiro.
  • A decisão, unânime na Primeira Turma, marca a responsabilização dos mandantes do crime.
  • A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou que a condenação é uma resposta a parte da sociedade que debochou da morte de Marielle.
  • Familiares e aliados acompanharam o veredito no STF e se emocionaram ao fim da sessão, em especial a mãe de Marielle e a filha da vereadora.
  • Sobre a decisão, autoridades de oposição e defesa da democracia destacaram que o caso envia um recado claro contra a impunidade de crimes contra a vida.

O STF condenou nesta quarta-feira os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A decisão, unânime, foi de 76 anos e 3 meses de prisão para os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão. O veredito encerra etapa importante do caso.

A ministra Anielle Franco, hoje à frente da pasta da Igualdade Racial, classificou a condenação como resposta a quem debochou da morte da irmã. A família de Marielle acompanhou a sessão no STF e manifestou emoção ao fim do julgamento.

A família de Marielle celebrou o desfecho. A mãe, Marinete Silva, viu alívio em cabeça erguida; a filha, Luyara Franco, disse que a sentença atesta a voz de Marielle junto aos eleitores. A companheira de Marielle, Mônica Benício, ressaltou a importância do marco democrático.

Repercussos e leitura do caso

Representantes do PSOL, como a deputada Talíria Petrone, destacaram que as penas superaram os 70 anos e enviam recado claro contra milícias. Fernanda Chaves, jornalista e sobrevivente, afirmou que o Brasil reforça que crimes contra a vida não serão tolerados. A defensoria do caso destacou o papel da democracia no desfecho.

O julgamento também teve posicionamentos de outros apoiadores da vereadora e de familiares de Anderson Gomes, que acompanhavam o desfecho. Embora o foco tenha sido a responsabilização dos mandantes, houve ênfase na necessidade de fortalecer instituições democráticas.

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