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Campanha de delegados denuncia promessas não cumpridas de Tarcísio

Sindicato de delegados lança outdoors para cobrar promessas de Tarcísio e denuncia desvalorização, baixos salários e déficit de policiais

Tarcísio de Freitas, governador de SP. Foto: PAULO GUERETA/GOVSP
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  • O Sindpesp lançou outdoors em cidades do interior, Vale do Paraíba e litoral desde terça-feira 24, para cobrar promessas não cumpridas pelo governador Tarcísio de Freitas.
  • As mensagens destacam desvalorização da carreira, baixos salários e defasagem do quadro efetivo na Polícia Civil.
  • Também haverá uma frente de comunicação digital para contrapor a propaganda governista, segundo o sindicato.
  • O Sindpesp aponta déficit de seteze mil setecentos e setenta e sete policiais (quatorze mil trezentos e setenta e sete), com cinquenta e seiscentos e setenta sob admissão entre 2023 e janeiro de 2026 e três mil seiscentos e noventa e um desligamentos; em janeiro, cento e treze desligamentos.
  • A presidente Jacqueline Valadares afirma que a gestão não oferece salários dignos e cobra remuneração adequada, política de valorização real e plano de carreira para a Polícia Civil.

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) lançou uma campanha de outdoors para destacar promessas não cumpridas pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) desde 2022. As peças expostas em cidades do interior, Vale do Paraíba e litoral citam desvalorização da carreira, baixos salários e defasagem do quadro efetivo.

Moradores de Araçatuba, Bauru, Campinas, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Santos e Sorocaba devem ver mensagens que atribuem à gestão atual a queda de investimentos na Polícia Civil e a piora das condições de trabalho. Também haverá presença de conteúdo nas redes digitais para contrapor a propaganda governista, segundo o sindicato.

Para o Sindpesp, a narrativa governista é considerada populista, com forte engajamento nas redes e pouca mudança prática na segurança pública. A entidade reúne a visão de que salários dignos, plano de carreira e condições de enfrentamento ao crime organizado precisam constar de políticas reais, não apenas de discurso.

A presidente do Sindpesp, delegada Jacqueline Valadares, destaca que a população precisa conhecer a forma como a Polícia Civil é tratada pelo governo. Ela afirma que profissionais dedicados, expostos a riscos e com alta carga de trabalho sofrem insegurança financeira e desvalorização.

Segundo o sindicato, há um déficit de 14.377 policiais entre delegados, escrivães, investigadores, agentes, peritos e médicos-legistas. Entre 2023 e janeiro de 2026, foram 5.760 admissões, mas 3.691 desligamentos, por aposentadorias e exonerações. Em janeiro, 113 profissionais deixaram a instituição.

O Sindpesp aponta para a perspectiva de piora do quadro ainda neste ano, diante da falta de previsibilidade de novos concursos. A reportagem solicitou posicionamento oficial do governo Tarcísio, mas não houve retorno até o momento.

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