- Trump afirmou ter inaugurado a “era de ouro da América” durante o discurso do estado da União, em 24 de janeiro de 2026, em meio a queda de aprovação e frustração dos eleitores.
- O presidente deu prioridade à economia, dizendo que a inflação desacelerou, o mercado de ações atingiu recordes, houve reduções fiscais significativas e queda nos preços de medicamentos.
- Ele atribuiu parte dos aumentos de custo de vida ao antecessor Joe Biden, mas pesquisas mostram insatisfação dos eleitores com a economia.
- Assentos vazios no lado democrata indicaram protestos no plenário, com manifestações contrárias a Trump do lado de fora.
- Em temas fora da economia, Trump manteve tom combativo na imigração e enfrentou críticas de democratas; houve controvérsia menor sobre o Irã e pouca menção à Ucrânia ou à China.
Donald Trump declarou na terça-feira, 24, durante o discurso sobre o estado da União, ter inaugurado a era de ouro da América. O pronunciamento ocorreu no Congresso, em Washington, com foco em resultados econômicos e metas políticas, em meio a queda na aprovação e crescente frustração de eleitores antes das eleições de meio de mandato.
Nos primeiros momentos, Trump enfatizou avanços econômicos, afirmando ter desacelerado a inflação, impulsionado o mercado de ações a recordes e promovido reduções fiscais. O discurso reiterou a intenção de reduzir custos com medicamentos, embora não tenha ficado claro se esses argumentos mudariam a percepção pública sobre o custo de vida.
Entretanto, pesquisas de opinião indicam insatisfação com o desempenho do governo, especialmente na economia, já que muitos eleitores atribuem responsabilidade pela alta de preços a políticas vigentes. A avaliação de gestão econômica de Trump, segundo levantamento da Reuters/Ipsos, ficou aquém de apoio expressivo.
Dezena de assentos no lado democrata permaneceram vazios, sinalizando protesto externo contra o presidente. O tom do discurso mesclou disciplina com ataques à imigração, em tom mais combativo, inclusive com confrontos verbais com parlamentares democratas durante o debate sobre políticas migratórias.
O tema externo recebeu menos espaço, com foco em diplomacia ainda que haja tensão em relação ao Irã. Trump afirmou que prefere resolver questões pela via diplomática, mas manteve postura firme contra a possibilidade de o Irã obter armas nucleares. A posição sobre tarifas e a decisão da Suprema Corte sobre impostos de importação também foram mencionadas sem detalhes adicionais.
Entre as controvérsias, o discurso incluiu críticas ao sistema eleitoral, com propostas de exigência de identificação do eleitor. A etapa gerou reação entre democratas, com manifestações durante o evento. Um episódio envolvendo um congressista e controvérsia relacionada a uma declaração anterior de Trump também marcou a entrada de debates sobre discurso e responsabilidade.
No campo doméstico, o tema imigração ganhou espaço recorrente, com Trump repetindo argumentos de que migrantes sem documentação elevam a violência em tese. A resposta dos democratas incluiu protestos e críticas à política de segurança interna. Em meio a tensões, deputados foram retirados de sala por condutas no plenário.
Este resumo traz os últimos desdobramentos do discurso no Congresso, destacando o foco na economia, a posição sobre o Irã, a imigração e a relação entre os poderes. As informações refletem o atual momento político dos Estados Unidos, com disputas acentuadas entre as duas casas do Congresso e a administração em exercício.
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