- A CPMI do INSS aprovou a convocação de Leila Pereira, presidenta da Crefisa e do Palmeiras, para depor como testemunha.
- A medida foi votada em bloco, junto com 87 requerimentos, após a derrota da base governista na comissão.
- O requerimento sustenta que a Crefisa teve papel central na operação de pagamento de novos benefícios e aponta supostas práticas abusivas contra aposentados, incluindo suspensão de pagamentos e pressão para abertura de contas.
- O texto menciona que o Acordo de Cooperação Técnica não foi renovado em junho de 2025 e que a empresa ficou desabilitada para operar consignados desde então.
- Leila Pereira deverá esclarecer quais mecanismos de controle a instituição adotou diante das medidas do INSS e qual a responsabilidade da administração na manutenção das práticas citadas; a comissão também discutiu prorrogação dos trabalhos, com encerramento previsto para 26 de março.
A CPMI do INSS aprovou a convocação de Leila Pereira, presidente da Crefisa e do Palmeiras, para depor como testemunha. A oitiva ocorreu nesta quinta-feira (26) durante sessão marcada por forte embate político.
Relator Alfredo Gaspar (União-AL) justificou a oitiva com base em informações do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. Segundo o deputado, a Crefisa teve papel central no pagamento de novos benefícios, mas passou a ser alvo de medidas restritivas.
Gaspar afirma que a convocação é necessária para esclarecer o conhecimento da alta administração da Crefisa sobre irregularidades relatadas por beneficiários. Ele cita suspensão de pagamentos da empresa e reclamações de aposentados, com prática alegada de abusos.
Quem é Leila Pereira
Leila Pereira dirige a Crefisa S.A. e o Banco Crefisa, além de presidir o Palmeiras. A presidente deverá esclarecer quais mecanismos de controle foram adotados diante das medidas do INSS e qual a responsabilidade da gestão nessas práticas.
Contexto e desdobramentos
A aprovação da oitiva ocorreu junto com a decisão de quebrar sigiloss bancário e fiscal de outras figuras ligadas ao setor financeiro. O caso envolve ainda o não renovado Acordo de Cooperação Técnica da Crefisa e reclamações de seccionais da OAB, conforme o requerimento.
A CPMI mantém o prazo até 26 de março para concluir os trabalhos, mas há articulações para prorrogar a investigação e viabilizar novas oitivas sobre o setor financeiro aprovadas na sessão.
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