- As suspeitas contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, aparecem em mensagens entre investigados, em um envelope com o nome dele e no depoimento de uma testemunha, no âmbito das investigações sobre desvios no INSS.
- A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do filho do presidente; a autorização foi concedida pelo ministro André Mendonça em janeiro.
- A CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilos de Lulinha, em sessão marcada por confusão entre parlamentares.
- Há ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS: pagamentos somaram R$ 1,5 milhão entre uma empresa dele e a RL Consultoria e Intermediações Ltda., de Roberta Moreira Luchsinger, amiga de Lulinha, conforme decisão de Mendonça. Uma mensagem sugere que parte dos valores seria para “o filho do rapaz”.
- Um diálogo entre Roberta e o Careca também registra apreensão de um envelope durante busca e apreensão; uma testemunha afirmou que pagamentos serviam para lobby de uma empresa do Careca na venda de canabidiol ao Ministério da Saúde, não para Lulinha atuar diretamente nas fraudes.
Foi apresentada uma nova etapa da investigação da Polícia Federal sobre desvios no INSS, com alegações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A PF aponta indícios de envolvimento em esquema ligado a ocios de pagamentos entre empresas ligadas ao Careca do INSS e outras parte investigadas. A autorização para quebra de sigilos partiu do STF.
O pedido de quebra de sigilos foi autorizado pelo ministro André Mendonça em janeiro, abrindo caminho para a análise de dados bancários, fiscais e telemáticos do filho do presidente. A decisão integra a linha de atuação da CPMI do INSS, que investiga o tema no Congresso.
A investigação envolve o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como operador de desvios de aposentadorias por meio de entidades de fachada. A apuração também envolve Roberta Moreira Luchsinger, amiga de Lulinha, ligada a operações do Careca.
Documentos da PF indicam que houve pagamento de valores significativos entre a Brasília Consultoria Empresarial S/A, ligada ao Careca, e a RL Consultoria e Intermediações Ltda., de Roberta. O montante soma R$ 1,5 milhão, distribuído em cinco pagamentos de R$ 300 mil.
Em mensagens trocadas entre Careca e um sócio, houve referência a um repasse de 300 mil para a empresa de Roberta com menção a “o filho do rapaz”. A PF não confirmou quem seria essa pessoa, mas a linha investigativa sugere Lulinha como possível destinatário.
Nessa linha de investigação, também consta a apreensão de um envelope com o nome de um dos investigados, feitas durante fases anteriores da operação. A PF descreveu preocupação com a guarda de telefones e dados, orientando a destruição de alguns dispositivos.
Testemunha ouvida pela PF relatou que o lobista mencionava pagamentos para Lulinha, em contexto de favorecer interesses de uma empresa do Careca. Não houve, porém, conclusão de que o filho do presidente atuasse nas fraudes.
Além das apurações, houve depoimentos de ex-funcionários ligados ao Careca, que indicaram que os repasses tinham finalidade de favorecer lobby para a venda de medicamentos de canabidiol ao Ministério da Saúde, através da World Cannabis.
A PF informou que a investigação se baseia em material apreendido com Careca e Roberta, bem como no depoimento de uma testemunha. A defesa de Lulinha nega irregularidades e ressalta que as alegações ainda estão em apuração.
A investigação segue para esclarecer se houve participação direta de Lulinha nos desvios do INSS ou se os recursos visavam facilitar demais operações ligadas a outras empresas investigadas, sob responsabilidade de autoridades competentes.
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