- Gleisi Hoffmann afirmou que o presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, não contou os votos e fez votação simbólica, o que qualificou como golpe na aprovação da quebra dos sigilos de Lulinha.
- A ministra disse que a maioria havia sido obtida, mas o voto não foi registrado e houve manobra na divulgação do resultado.
- A deliberação aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
- Após a decisão, aliados ao Planalto se reuniram com o senador Alessandro Vieira, na Residência Oficial da Presidência do Senado, para pedir a anulação do resultado e providências.
- O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, afirmou que houve irregularidades na condução e vai formalizar pedido de anulação, com registros e imagem da sessão.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quinta-feira 26 que a CPMI do INSS, presidida por Carlos Viana, cometeu irregularidades na votação que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A sessão teria sido realizada com votação simbólica, sem contagem formal de votos.
Segundo Gleisi, a base governista possuía maioria, tendo vencido a votação anterior. Ela disse que o presidente da CPMI não contou os votos e anunciou o resultado de forma intempestiva, o que, segundo ela, configura golpe no procedimento.
Logo após a deliberação, aliados ao Planalto se reuniram com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, na Residência Oficial. O grupo pediu a anulação do resultado e a adoção de providências, com registros para avaliação pela advocacia do Senado. Não há prazo para a decisão.
O secretário de liderança do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, afirmou que houve irregularidades na condução da deliberação e anunciou que vai formalizar o pedido de anulação do resultado, com base nas constatações da crítica de Gleisi.
Desdobramentos
Atram carrascentes informações apontam que o caso seguirá para análise da advocacia do Senado, que deverá indicar as medidas cabíveis. Não foram divulgados detalhes sobre prazos ou próximos passos oficiais.
Entre na conversa da comunidade