- Parlamentares da oposição usam comissões existentes, como a CAE e a CPMI do INSS, para investigar o Banco Master e o ministro Dias Toffoli, já que o presidente do Senado não pretende criar uma comissão exclusiva.
- A estratégia é aproveitar materiais da Polícia Federal para manter pressão sobre supostas irregularidades no controle do Banco Master.
- A CPI do Crime Organizado aprovou a quebra de sigilo da empresa Maridt, ligada à família de Toffoli, e pretende convidar o ministro Alexandre de Moraes para explicar contratos de advocacia da esposa com o banco.
- Dados apreendidos somam dezenas de terabytes e vêm de computadores e celulares de Daniel Vorcaro, controlador do banco, mas seguem sob sigilo judicial.
- Vorcaro está em prisão domiciliar na Operação Compliance Zero; ele sinalizou disponibilidade para depor presencialmente no dia três de março, segundo as informações.
Parlamentares da oposição no Senado avançam com investigações sobre o Banco Master e o ministro Dias Toffoli, usando comissões já ativas e a CPI do Crime Organizado. As ações ocorrem mesmo sem a criação de um colegiado específico, conforme sinalizou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
A estratégia envolve a CAE e a CPMI do INSS para pressionar o tema, valendo-se de material compartilhado pela Polícia Federal. O objetivo é apurar possíveis irregularidades ligadas ao controle do Banco Master e ao desdobramento de contratos envolvendo o grupo.
Foco em Toffoli e desdobramentos
A CPI do Crime Organizado aprovou a quebra de sigilo da empresa Maridt, ligada à família do ministro, que atuava como sócia de um resort vendido a um fundo associado ao dono do Banco Master. Também há intenção de chamar o ministro Alexandre de Moraes para explicar contratos de advocacia envolvendo a esposa do magistrado.
Dados apreendidos e implicações
A Polícia Federal reuniu dezenas de terabytes de informações, extraídas de dispositivos de Daniel Vorcaro, controlador do banco. Os dados permanecem em sigilo no Senado, porém subsidiam novos pedidos de convocação e de quebra de sigilo bancário.
Daniel Vorcaro e a possibilidade de depoimento
Vorcaro — em prisão domiciliar na Operação Compliance Zero — mantém atuação como controlador do Banco Master. Apesar de a presença dele em comissões ser facultativa, ele já indicou disponibilidade para depor presencialmente em 3 de março em Brasília.
Defesa de Toffoli
O gabinete de Toffoli informou que a Maridt é empresa familiar e que a participação no resort Tayayá foi encerrada antes de ele ser designado para relatar casos do Banco Master. O ministro negou qualquer relação amistosa com Vorcaro e afirmou não ter recebido pagamentos indevidos.
Conteúdo produzido a partir de apuração da Gazeta do Povo. Para leitura detalhada, consulte a reportagem completa.
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