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Polícia desconsidera metade das 51 denúncias de assédio por agentes em tres anos

Polícia Nacional teve 51 denúncias de assédio sexual de agentes nos últimos três anos, com apenas 26 acolhidas

DVD 1305 (25/02/26) El ministro Fernando Grande-Marlaska, durante su comparecencia en la Comisión de Interior del Congreso el miércoles en la que anunció la revisión "extraordinaria" de los protocolos antiacoso de la Policia Nacional y la Guardia Civil.
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  • Desde dezembro de dois mil e vinte e dois, as denúncias de assédio sexual na Polícia Nacional e na Guarda Civil somam cinquenta e uma, com vinte e seis casos estimados.
  • Em dois mil e vinte e três foram apresentadas vinte denúncias; em dois mil e vinte e quatro, dezoito; e em dois mil e vinte e cinco, treze.
  • Dentre as denúncias de dois mil e vinte e cinco, apenas duas foram estimadas; as onze restantes foram rejeitadas.
  • Miembros de plataformas de mulheres policiais destacaram desconfiança em relação aos protocolos, citando demora e desgaste como motivos para não recorrer à via interna.
  • O ministro Fernando Grande-Marlaska admitiu falhas no protocolo no caso do delegado, mas afirmou que ele serve para enfrentar situações similares e que as diretrizes são revisadas periodicamente; o protocolo foi criado em dois mil e vinte e dois e atualizado em dois mil e vinte e cinco.

A Polícia Nacional e a Guardia Civil têm um protocolo interno para prevenir e punir assédio sexual dentro das instituições. Nos últimos três anos, foram registradas 51 denúncias, das quais 26 foram consideradas procedentes. A afirmação foi feita pelo ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, em região parlamentar.

Entre 2023 e 2025, o número de denúncias caiu significantemente. Em 2023 foram 20 casos; em 2024, 18; e em 2025, 13 denúncias. Dessas 13, apenas 2 foram aceitas como procedentes. O restante foi rejeitado. O protocolo em vigor desde dezembro de 2022 vem sendo atualizado periodicamente.

Contexto do protocolo

Grande-Marlaska reconheceu falhas no manejo do caso envolvendo o diretor adjunto operacional (DAO) da Polícia Nacional. A vítima recorreu aos meios internos, mas acabou por levar a queixa a um tribunal, segundo dados citados pelo jornal. O ministro enfatizou que o protocolo ainda serve para casos similares, mas não forneceu números adicionais.

A versão atualizada do protocolo, de junho de 2025, reforça o princípio de tolerância zero. Ele só é ativado mediante denuncia escrita, apresentada pela pessoa que se sente discriminada. A assessoria confidencial atua para orientar a vítima e encaminhar os procedimentos.

Mecânica de atuação

Após a denúncia, a assessoria tem 24 horas para informar o Núcleo de Direitos Humanos e Igualdade e o comandante da unidade. Em seguida, notifica o eventual agressor e avalia medidas de proteção. Ao final, elabora um relatório com conclusões e encaminha ao órgão responsável pela decisão final.

Se houver evidências de assédio, o caso é encaminhado para a unidade de regime disciplinar, para apurar responsabilidades. Caso contrário, o protocolo prevê o arquivamento e a comunicação da decisão a todas as partes envolvidas.

Dados adicionais sobre violência de gênero

Além do protocolo específico para assédio dentro das forças, a Polícia Nacional mantém, desde 2021, um protocolo para violência de gênero envolvendo agentes como vítimas ou autores. Entre 2022 e 2025, os casos conhecidos passaram de 61 para 121, totalizando 365 episódios registrados entre 2021 e 2025.

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