- Enrique Márquez, engenheiro e político venezuelano, participou da frente oposicionista que venceu na Assembleia Nacional em 2015, com 112 de 165 cadeiras, em uma madrugada marcada pela contagem de votos.
- Em 2021, tornou-se rector do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), atuando junto a Roberto Picón para uma oposição fragmentada.
- Foi obrigado a renunciar em 2023/2024 após promessas não cumpridas do governo; o governo designou uma diretoria considerada ruim nos últimos 27 anos.
- Em fevereiro de 2026, pouco após deixar El Helicoide, Márquez apareceu no Capitólio dos Estados Unidos durante o discurso da State of the Union, convidado por o então presidente Donald Trump.
- Analistas e colegas destacam que Márquez costuma buscar consensos e manter distância do controle da cúpula governista, com rumores sobre possível papel futuro na política venezuelana.
Enrique Márquez, engenheiro e figura política venezuelana, fez história ao transitarmos de figuras vinculadas ao uso do poder eleitoral para protagonizar momentos inusitados no cenário internacional. Sua trajetória cruza eleições, cargos públicos e visitas a espaços simbólicos do poder, sempre sob o prisma da busca por consensos políticos.
A narrativa começa na madrugada de 7 de dezembro de 2015, quando Márquez integrava a oposição venezuelana durante as eleições parlamentares. A coalizão à época venceu 112 das 165 cadeiras em disputa, consolidando uma vitória marcada pela tensão entre forças oposicionistas.
Em 2021, Márquez tornou-se presidente do Conselho Nacional Electoral (CNE), após romper com antigos aliados. Atuou junto a Roberto Picón, formando uma linha técnica dentro de uma oposição fragmentada, que considerava aquele período um dos melhores momentos do órgão.
Dois anos depois, em 2023, Márquez renunciou sob promessa não cumprida de recondução por parte de aliados do governo. O governo designou uma diretoria diferente, considerada pelos opositores como a pior em 27 anos, o que intensificou a tensão entre os poderes.
Em agosto de 2024, Márquez foi condenado a cumprir prisão, após questionar a decisão do Supremo Tribunal de Justiça acerca de alegado fraude eleitoral. Testemunhas relatam que ele afirmou, em privado, que o governo não teria vitória legítima.
Entre 2024 e 2025, Márquez manteve atuação política, participando de candidaturas com apoio de margens oposicionistas. Chegou a anunciar, com o apoio de dissidências chavistas, uma estratégia constitucional para o pleito de 2024, pautada por registros em mesas eleitorais.
A detenção de mais de um ano ocorreu no Helicoide, centro de detenção em Caracas. Em fevereiro de 2026, Márquez deixou o local e viajou a Caracas, chegando a Washington, onde esteve presente no discurso da State of the Union.
Durante o evento, Donald Trump o apresentou de modo próximo ao espanhol, convidando-o a ocupar um lugar no Capitolio. Márquez posou ao lado de uma sobrinha e celebrou a liberdade conquistada, segundo relatos de imprensa.
Analistas divergem sobre o significado da participação de Márquez nos palcos de poder dos EUA. Alguns veem potencial para um papel de mediador entre oposição e governo, enquanto outros destacam sua influência sob um espectro mais moderado.
Fontes próximas ao político mencionam que Márquez mantém relações com diversas forças, incluindo setores dissidentes do chavismo. Griselda Colina, ex-rectora do CNE, lembra do trabalho persistente dele, que ouve diferentes vozes sem abandonar seus princípios.
Abaixo dos holofotes, Márquez tem sido descrito como alguém capaz de construir consenso, ainda que sua trajetória tenha gerado controvérsias. Com histórico de atuação em diferentes organizações, ele enfrenta o desafio de moldar uma rota para uma transição democrática na Venezuela.
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