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Moraes cobra autoridades do PR sobre transferência de Filipe Martins sem consulta

Moraes exige explicação em 24 horas sobre transferência de Filipe Martins de Ponta Grossa para Curitiba sem comunicação prévia

Filipe Martins e um de seus advogados, Jeffrey Chiquini. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • Moraes deu prazo de vinte e quatro horas para que a cadeia de ponta grossa, no Paraná, explique a transferência de Filipe Martins para Curitiba sem aviso prévio.
  • Martins foi preso preventivamente em janeiro e transferido quatro dias depois para o Complexo Médico Penal de Curitiba, sem comunicar à Suprema Corte.
  • A Secretaria Regional de Ponta Grossa afirmou que Martins foi transferido para uma “unidade prisional adequada ao seu perfil” e o classificou como “preso político”.
  • A transferência foi autorizada pela Polícia Penal do Paraná com base no argumento de que Martins exerceu função pública e estaria em “condição diferenciada de risco” no convívio com a população carcerária.
  • A defesa sustenta que o último acesso de Martins ao LinkedIn ocorreu em setembro de 2024 a partir de um IP nos Estados Unidos, enquanto o Ministério Público Federal mantém a prisão e rejeita flexibilização; Moraes também citou parecer do PGR sobre a legalidade da medida.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, estipulou um prazo de 24 horas para a cadeia de Ponta Grossa (PR) explicar a transferência de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, para Curitiba sem autorização prévia. Martins foi transferido quatro dias após a prisão preventiva.

Ele foi preso no dia 2 de janeiro na unidade prisional do interior do Paraná e encaminhado ao Complexo Médico Penal de Curitiba. Moraes pediu explicações sobre o que classificou como transferência sem aviso à Corte.

A Coordenação Regional de Ponta Grossa informou ter solicitado a mudança para uma “unidade prisional adequada ao seu perfil”, classificando Martins como preso político. A Polícia Penal do Paraná autorizou a transferência, citando função pública exercida pelo ex-assessor.

A decisão de manter a prisão foi publicada nesta quinta (26) com base em parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O entendimento é de que a segregação cautelar é necessária para assegurar o cumprimento da lei penal e a regularidade do processo.

A defesa sustenta que o último acesso de Martins ao perfil no LinkedIn ocorreu em 13 de setembro de 2024, a partir de um IP nos Estados Unidos, o que seria compatível com atuação de um advogado no exterior. Não afirmam publicação de conteúdo como violação.

O Ministério Público Federal rebate a tese, defendendo que a proibição judicial abrange qualquer uso de redes sociais, incluindo navegação e acessos. Gonet afirmou que não há fatos novos capazes de modificar o cenário que justificou a prisão.

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