- A CPMI do INSS aprovou requerimentos de convocações e quebras de sigilos bancário e fiscal para empresários e ex-integrantes do Ministério da Previdência, ampliando o alcance da investigação.
- Entre os alvos estão Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master; Roberta Moreira Luchsinger; Danielle Miranda Fonteles; a CredCesta; e os ex-assessores Gustavo Marques Gaspar e Adroaldo da Cunha Portal.
- As medidas visam rastrear fluxo de recursos ligados a fraudes em descontos de aposentados, buscando possíveis vínculos com Brasília.
- Governo diz que a CPMI está extrapolando o foco técnico para desgaste político; a oposição sustenta a necessidade de esclarecer operações do esquema. Mendonça autorizou compartilhamento de dados, dando novo impulso aos trabalhos.
- Já havia sido autorizada a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) pela CPMI; defesa afirma ausência de relação com as fraudes e que não é necessária coação.
A oposição ampliou a ofensiva contra aliados do governo Lula na CPMI do INSS. Há quebras de sigilo e convocações que podem desgastar o Palácio do Planalto, ligando operadores do esquema de descontos de aposentados a personagens com trânsito em Brasília. A comissão busca esclarecer fluxos de recursos e vínculos entre pessoas citadas.
Alguns alvos já conhecidos incluem ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, e ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo da Cunha Portal. Também estão na mira Gustavo Marques Gaspar, Roberta Moreira Luchsinger e Danielle Miranda Fonteles, além da empresa CredCesta. A investigação envolve fraudes em descontos associativos de aposentados.
A CPMI aprovou requerimentos de convocação e de quebra de sigilos bancário e fiscal para esses nomes, além de autorização de acesso a dados de Relatórios de Inteligência Financeira. O objetivo é traçar a origem e o destino de recursos ligados ao esquema.
Augusto Ferreira Lima é apontado pela oposição como “banqueiro do PT”
Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master e controlador do Banco Pleno, tornou-se alvo da CPMI. A comissão aprovou cinco requerimentos para depoimento e quebras de sigilo no período de 2015 a 2025. Lima atuou na estruturação de crédito consignado ligado ao CredCesta.
O requerimento lista Lima como figura central na trajetória operacional do CredCesta, cartão de crédito consignado. A oposição sustenta que o objetivo é entender a ligação entre a operação e o orçamento de setores do PT. Lima tem histórico de vínculos com políticos da Bahia.
A CredCesta, empresa responsável pelo cartão, foi incluída na lista de alvos com quebras de sigilo. Rogério Marinho afirmou que a apuração visa esclarecer a idoneidade de operações vinculadas ao crédito consignado para aposentados. A defesa de Lima não se pronunciou até o fechamento desta edição.
Amiga de Lulinha, empresária tem quebra de sigilos aprovada
Roberta Moreira Luchsinger teve a quebra de sigilos bancário e fiscal aprovada, após ser citada pela PF em relatórios da Operação Sem Desconto. A oposição aponta repasses observados como indícios de pagamento por meio de Careca do INSS.
A empresária é citada por manter relação de amizade com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Parlamentares afirmam que a medida pode esclarecer a origem de recursos recebidos por intermediários. A defesa não se manifestou até o momento.
Neta de um ex-banqueiro suíço, Roberta ganhou notoriedade ao prometer doação a Lula em diferentes fases de investigações. A defesa informou que Roberta jamais teve relação com os descontos do INSS, sem manifestação adicional até o fechamento.
Ex-publicitária do PT também será investigada
A CPMI aprovou a quebra de sigilos bancário e fiscal de Danielle Miranda Fonteles, além de acesso a Relatórios de Inteligência Financeira. Danielle é apontada como possível operadora de estruturas internacionais ligadas ao grupo.
As autoridades apuram movimentações no exterior e intermediação de transações imobiliárias, além de possível participação em aquisições de imóveis de alto padrão no exterior. Relatos indicam recebimentos de valores de um líder do esquema, com justificativas atribuídas a transações imobiliárias duvidosas.
A oposição afirma que as apurações detalhadas poderão revelar uma rede de ocultação patrimonial. Dados do Coaf são citados, com informações sobre recebimentos pela operação. A defesa de Fonteles não se manifestou até o fechamento.
Ex-assessores de vice-líder do governo sob investigação
A CPMI também autorizou a convocação de Gustavo Marques Gaspar e Adroaldo da Cunha Portal. Foram aprovadas quebras de sigilo para Gaspar, ligado ao ex-vereador e assessor de Weverton Rocha.
Gaspar teve prisão domiciliar decretada por Mendonça em fevereiro. Portal era considerado o número 2 do Ministério da Previdência antes de ser afastado. A defesa de Portal não respondeu até o fechamento.
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