- Proposta de quebra da patente do Mounjaro deve desacelerar para conseguir apoio do centrão, mesmo com urgência aprovada na Câmara.
- O autor, deputado Mário Heringer, diz que apresentou o texto, acertou tramitação com o presidente da Câmara e aprovou regime de urgência em uma semana.
- Relatoria ainda não definida; busca nome com perfil técnico e político, com o líder do centrão, Dr. Luizinho, entre as possibilidades.
- Estratégia é ampliar o debate público, com audiências e participação em podcasts, para desfazer resistências e pressionar parlamentares.
- A defesa do texto é que o Mounjaro é de interesse público, pode abrir caminho para versões mais baratas e gerar economia de até R$ 70 bilhões por ano em internações e tratamentos evitados.
O projeto que prevê a quebra da patente do Mounjaro, remédio para emagrecimento, deve desacelerar, apesar da urgência aprovada na Câmara. A estratégia do autor, o deputado Mário Heringer, é ganhar o respaldo do centrão e levar o debate para a sociedade, evitando que o texto esfrie no Senado.
Heringer diz ter acelerado a tramitação às vésperas do Carnaval, com acordo junto ao presidente da Câmara, Hugo Motta, para um regime de urgência em uma semana. Motta, porém, recomenda manter pressão social para consolidar o apoio.
O relator ainda não foi definido. O autor aposta em um médico com capilaridade política para defender o projeto. Entre os nomes discutidos está Dr. Luizinho, líder do centrão, que precisa ter trânsito político e conhecimento técnico para sustentar a defesa.
A estratégia inclui ampliar o debate público. Heringer planeja audiências e participações em podcasts para defender a proposta e reduzir resistências, inclusive da indústria farmacêutica. O objetivo é pulverizar o peso da decisão entre mais atores políticos.
O projeto argumenta que o Mounjaro, cuja substância é a tirzepatida, pode trazer economia significativa ao evitar internações e tratamentos. O autor aponta estimativa de até 70 bilhões de reais por ano com reduções de óbitos e despesas hospitalares.
Argumenta ainda que o acesso ao medicamento não pode ficar restrito a quem paga. Hoje, o remédio é caro, com tratamentos entre 1.400 e 3.800 reais por mês, o que reduziria a Inclusão de pacientes no combate à obesidade e doenças associadas.
Alcolumbre e Mounjaro
O jornal flagrou que Alcolumbre teria recebido Mounjaro antes da chegada oficial ao Brasil. Documentos orais indicam entrega de canetas ao senador em 2024, quando o produto ainda não estava disponível no país.
O presidente do Senado não comentou a reportagem. A estimativa de preço mensal, na época, podia chegar a até 15 mil reais. A figura de Beto Louco é investigada pelo Ministério Público de São Paulo em relação a suspeitas de esquema ligado ao PCC, conforme apuração.
As mensagens indicam a entrega de um medicamento transportado a Brasília por uma pessoa de confiança. Um áudio encaminhado ao intermediador aponta que o senador já havia tomado conhecimento da operação.
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