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Senado argentino aprova reforma trabalhista apoiada por Milei

Senado argentino aprova reforma trabalhista apoiada por Milei, com 42 a favor e 28 contra; flexibiliza regras, cria fundo financiado pelo sistema de pensões e agrava críticas sindicais

A demonstrator holds a flag as police use a water cannon during a protest outside Argentina's National Congress on the day senators vote on a labor reform law proposed by President Javier Milei's libertarian government to attract investment and revive growth, and which unions say will roll back workers' rights, in Buenos Aires, Argentina February 27, 2026. REUTERS/Agustin Marcarian
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  • O Senado argentino aprovou, na sexta-feira, a reforma trabalhista apoiada pelo presidente Javier Milei, com 42 votos a favor, 28 contra e duas abstenções.
  • O governo afirma que a reforma estimulará investimentos e criará empregos formais, enquanto analistas veem isso como apoio político à agenda de livre mercado de Milei.
  • Um ponto polêmico cria um fundo de indenização financiado pelo empregador, a partir de contribuições da previdência, o que pode facilitar demissões, segundo opositores.
  • A reforma também flexibiliza contratações, altera o regime de férias, permite jornada de até doze horas e pagamento de salários em moeda estrangeira.
  • Sindicatos protestaram contra a reforma, que restringe o direito de greve em serviços essenciais, e as ações fazem parte das prioridades legislativas do governo Milei.

A Senado argentino aprovou na sexta-feira uma reforma trabalhista apoiada pelo presidente Javier Milei, dando-lhe a sanção final para virar lei. O texto foi aprovado em Buenos Aires, após debate que teve foco em atrair investimentos e retomar o crescimento.

A reforma passou com 42 votos a favor, 28 contrários e 2 abstenções. O governo diz que a medida estimulará investimentos e criará empregos formais, enquanto sindicatos afirmam que reduzirá direitos dos trabalhadores, inclusive o direito de greve.

Entre os pontos, está um fundo de indenizações financiado pelo empregador, com mudanças que transferem recursos da previdência. Outras mudanças flexibilizam contratações, alteram férias, elevam a jornada de 8 para 12 horas e permitem salários em moeda estrangeira.

Controvérsia e reação

Sindicato e trabalhadores vêm a público alertando sobre limites ao direito de greve e impactos no sistema de pensões. Em protestos, há denúncias de prejuízos a direitos trabalhistas e serviços essenciais.

Analistas encaram a aprovação como sinal de apoio político a uma agenda de livre mercado. O governo afirma que a medida reforça a confiança de investidores e sustenta as reformas econômicas. O tema compõe o pacote de reformas em curso no governo Milei.

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