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STF: juíza que reclamou de lanche recebeu R$709 mil em salários em 2025

Críticas a penduricalhos contrastam com salário de R$ 709 mil recebido pela magistrada aposentada em dois mil e vinte e quatro

Cláudia Márcia de Carvalho Soares, juíza aposentada e presidente da ABMT (Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho)
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  • A presidente da ABMT, juíza do Trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares, recebeu, no ano passado, salários líquidos totalizando aproximadamente R$ 709 mil.
  • Ela é juíza aposentada do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região; segundo o Painel de Remuneração do Conselho Nacional de Justiça, ela é dispensada da cobrança do Imposto de Renda.
  • Em dezembro, o vencimento líquido ficou em torno de R$ 128 mil.
  • Durante sessão no Supremo Tribunal Federal sobre penduricalhos, ela afirmou que desembargadores “mal têm um lanche”, ao criticar os benefícios recebidos pelo Judiciário.
  • O STF analisa se confirmará decisões que suspenderam pagamentos de verbas indenizatórias não previstas em lei, acima do teto do funcionalismo (R$ 46.366,19). A sessão começou no dia 25, com sustentações orais e sem votos até o momento.

A presidente da ABMT (Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho) e juíza do Trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares recebeu salário líquido total de R$ 709 mil em 2025, segundo o Painel de Remuneração do CNJ. A remuneração inclui o período integral do ano, com destaque para dezembro, quando o vencimento líquido chegou a aproximadamente R$ 128 mil. Os dados mostram ainda que ela é dispensada da cobrança do Imposto de Renda, benefício normalmente concedido a pessoas com doenças graves.

Cláudia atua como juíza aposentada do TRT1 (Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região) e preside a ABMT. Em sessão no STF que tratou dos penduricalhos pagos a servidores públicos, a magistrada criticou o que chamou de quase nada de benefícios recebidos por desembargadores. Ela afirmou que juízes de primeiro grau arcam com custos como combustível, carro financiado, falta de refeitório, água e café, e afirmou que desembargadores também recebem pouco além de um carro.

Contexto do julgamento

O STF discute se mantém as decisões de ministros que suspenderam o pagamento de penduricalhos, verbas indenizatórias usadas para tentar ultrapassar o teto constitucional do funcionalismo, hoje fixado em R$ 46.366,19. A sessão iniciada nesta quarta-feira (25) destinou-se às sustentações orais de entidades interessadas no tema, sem leitura de votos até o momento.

O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, afirmou que o pagamento de valores acima do teto é uma questão complexa que exige uma resposta célere do tribunal. O julgamento deve receber votos na continuidade da análise, conforme antecipado pela Corte. A reportagem entrou em contato com a defesa de Cláudia Márcia de Carvalho Soares para possível manifestação, mas não houve retorno no momento.

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