- Haddad informou ao Podcast Flow que sua candidatura será definida apenas na próxima terça-feira, em reunião com Lula e Geraldo Alckmin.
- Em dois momentos, a própria língua de Haddad “assumiu vida” e criticou adversários: Tarcísio de Freitas e o ICMS cobrado de Shopee e Shein, defendendo cobrança estadual.
- Também citou Flávio Bolsonaro, dizendo que ele prometeu isenção do imposto de renda até cinco mil reais e não cumpriu.
- Haddad contou que esperava discutir o cenário em São Paulo em jantar com Lula, mas só soube de uma reunião na terça, com a presença de Alckmin.
- A leitura é de que ele já cedeu às pressões para liderar no maior colégio eleitoral o palanque da coligação pró-Lula.
A língua de Fernando Haddad ganhou vida própria e acabou antecipando cenas da campanha. Em entrevista ao Podcast Flow, Haddad afirmou que o seu futuro eleitoral será definido apenas na próxima terça, após reunião com Lula e Geraldo Alckmin. O registro ocorreu na sexta-feira.
No mesmo fio, a própria fala de Haddad atacou adversários. Em referência a Tarcísio de Freitas, o ministro da Fazenda recebeu críticas por cobranças de ICMS sobre marketplaces, defendendo que o imposto é estadual e que a cobrança favorece o comércio local. O efeito foi apontado como dano à imagem de oponente.
Em outra passada, Haddad citou Flávio Bolsonaro sobre a isenção do IR para faixas até cinco mil. Segundo o relato, o candidato criticou promessas não cumpridas e defendeu coerência de posições, sem mencionar diretamente decisões do governo.
Interlocução com Lula e o encontro
Haddad esperava discutir o cenário paulista durante um jantar com Lula na quinta-feira, mas contou que o assunto ficou para a reunião de terça. Lula convocou Haddad para ir a Alvorada, com a esposa Ana Estela Haddad, para participar do encontro.
A leitura é de que Haddad já cedeu pressionado para liderar o palanque da coligação no maior colégio eleitoral do país. Mesmo sem confirmação formal, o episódio indica prioridade do grupo em manter atuação forte em São Paulo e sustentar a campanha de Lula ao Planalto.
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