- Em novembro de 1993, investigações sobre irregularidades no orçamento da União associaram o ex-presidente da Câmara Ibsen Pinheiro a uma suposta “cobertura de luxo” em Porto Alegre.
- A imprensa batizou a apuração como “Anões do Orçamento” e divulgou que Pinheiro havia recebido cheques ligados ao esquema; ele negou ter relação com o imóvel.
- O apartamento ficava no Bairro Petrópolis e havia sido escolhido pela família em 1991; a edição da época chegou a mencionar valores próximos a US$ 1 milhão.
- Em maio de 1994, o mandato de Pinheiro foi cassado, após meses de cobertura midiática intensa e acusações reiteradas.
- Anos depois, novas informações surgiram, a imprensa revisitou o caso e Pinheiro, reabilitado pelo STF, seguiu na vida pública; a casa foi herdada pelo filho, vendida anos depois.
Três décadas atrás, uma denúncia envolvendo Ibsen Pinheiro abalou a reputação da família e a cena política. A acusação dizia respeito a uma suposta cobertura de luxo em Porto Alegre, cidade natal do político.
Em novembro de 1993, a CPI da Câmara que apurava fraudes no orçamento levou à publicação de acusações contra Pinheiro. O assunto ganhou destaque com o apelido Anões do Orçamento, embora Pinheiro não fosse parte da comissão.
A manchete de O Globo, em 7 de novembro, afirmava: CPI: cheques comprometem Ibsen. O texto interno trazia novas acusações, citando fontes como Ney Maranhão e Waldomiro Diniz. A narrativa ampliou a controvérsia sobre o imóvel.
Origens e peso da denúncia
O imóvel em questão ficava em Porto Alegre, no bairro Petrópolis, e não era considerado luxo. A família comprou o apartamento em 1991; o pagamento ocorria em 36 parcelas, compatíveis com a renda de Pinheiro, na época deputado e advogado.
Na sequência, o Jornal do Brasil noticiou que o ex-presidente da Câmara teria esquecido de declarar o apartamento. A nota fomentou uma onda de informações não confirmadas e acusações repetidas pela imprensa.
A imprensa chegou a estimar o valor da cobertura em até US$ 1 milhão, alimentando o sensacionalismo. Em maio de 1994, Pinheiro teve o mandato cassado por 296 votos a favor.
Desfecho e repercussões
A cassação interrompeu o ascenso político de Pinheiro, que se recolheu por um tempo. Em 2004, novas declarações da Veja influenciaram uma reavaliação pública, publicada pela IstoÉ com o título Massacrado.
O repórter da Veja admitiu falhas na apuração inicial, o que ajudou a esclarecer parte do episódio. Pinheiro retornou à atividade pública e participou de eleições posteriores.
A família manteve a residência na cobertura até 2020, quando o imóvel foi herdado por o filho. O atual proprietário busca reformas, buscando um novo uso para o espaço no longo prazo.
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