Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mais de 30 anos após, relatório examina a cobertura de luxo de Ibsen Pinheiro

Décadas após a CPI, a suposta cobertura de luxo de Ibsen Pinheiro permanece como marco do desgaste político e da cassação de seu mandato

A “cobertura de luxo” de Ibsen Pinheiro, mais de 30 anos depois
0:00
Carregando...
0:00
  • Em novembro de 1993, investigações sobre irregularidades no orçamento da União associaram o ex-presidente da Câmara Ibsen Pinheiro a uma suposta “cobertura de luxo” em Porto Alegre.
  • A imprensa batizou a apuração como “Anões do Orçamento” e divulgou que Pinheiro havia recebido cheques ligados ao esquema; ele negou ter relação com o imóvel.
  • O apartamento ficava no Bairro Petrópolis e havia sido escolhido pela família em 1991; a edição da época chegou a mencionar valores próximos a US$ 1 milhão.
  • Em maio de 1994, o mandato de Pinheiro foi cassado, após meses de cobertura midiática intensa e acusações reiteradas.
  • Anos depois, novas informações surgiram, a imprensa revisitou o caso e Pinheiro, reabilitado pelo STF, seguiu na vida pública; a casa foi herdada pelo filho, vendida anos depois.

Três décadas atrás, uma denúncia envolvendo Ibsen Pinheiro abalou a reputação da família e a cena política. A acusação dizia respeito a uma suposta cobertura de luxo em Porto Alegre, cidade natal do político.

Em novembro de 1993, a CPI da Câmara que apurava fraudes no orçamento levou à publicação de acusações contra Pinheiro. O assunto ganhou destaque com o apelido Anões do Orçamento, embora Pinheiro não fosse parte da comissão.

A manchete de O Globo, em 7 de novembro, afirmava: CPI: cheques comprometem Ibsen. O texto interno trazia novas acusações, citando fontes como Ney Maranhão e Waldomiro Diniz. A narrativa ampliou a controvérsia sobre o imóvel.

Origens e peso da denúncia

O imóvel em questão ficava em Porto Alegre, no bairro Petrópolis, e não era considerado luxo. A família comprou o apartamento em 1991; o pagamento ocorria em 36 parcelas, compatíveis com a renda de Pinheiro, na época deputado e advogado.

Na sequência, o Jornal do Brasil noticiou que o ex-presidente da Câmara teria esquecido de declarar o apartamento. A nota fomentou uma onda de informações não confirmadas e acusações repetidas pela imprensa.

A imprensa chegou a estimar o valor da cobertura em até US$ 1 milhão, alimentando o sensacionalismo. Em maio de 1994, Pinheiro teve o mandato cassado por 296 votos a favor.

Desfecho e repercussões

A cassação interrompeu o ascenso político de Pinheiro, que se recolheu por um tempo. Em 2004, novas declarações da Veja influenciaram uma reavaliação pública, publicada pela IstoÉ com o título Massacrado.

O repórter da Veja admitiu falhas na apuração inicial, o que ajudou a esclarecer parte do episódio. Pinheiro retornou à atividade pública e participou de eleições posteriores.

A família manteve a residência na cobertura até 2020, quando o imóvel foi herdado por o filho. O atual proprietário busca reformas, buscando um novo uso para o espaço no longo prazo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais