- Governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trocaram críticas públicas sobre a aplicação de recursos do PAC em obras de prevenção a desastres no estado.
- A divergência ocorreu durante a visita de Lula a Juiz de Fora e Ubá, cidades fortemente atingidas pelas chuvas que deixaram ao menos setenta mortos.
- Lula afirmou que o governo mineiro não acessou recursos federais para prevenção de enchentes e deslizamentos; segundo o Ministério das Cidades, o governo federal reservou R$ 3,5 bilhões para MG, mas o dinheiro não foi utilizado.
- Zema disse ter herdado projetos paralisados e que áreas do PAC somam mais de R$ 9 bilhões em propostas, mas afirmou que apenas R$ 280 milhões foram liberados pelo governo federal.
- Ainda durante a visita, Lula criou um escritório de resposta do governo federal em Juiz de Fora para facilitar contato entre municípios, ministérios e a Caixa, visando recuperação das cidades e apoio a trabalhadores e vítimas.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, trocaram críticas públicas neste sábado sobre a aplicação de recursos do PAC em obras de prevenção a desastres no estado. A troca ocorreu durante a visita de Lula a Juiz de Fora e Ubá, cidades fortemente atingidas pelas chuvas.
Lula responsabilizou o governo mineiro pela pouca utilização de recursos federais voltados à prevenção de enchentes e deslizamentos. Segundo o Ministério das Cidades, estavam disponíveis 3,5 bilhões de reais para Minas, mas o governo estadual não teria apresentado projetos.
Zema rebateu as acusações nas redes sociais, considerando o comentário inaceitável e destacando que herdou projetos paralisados da gestão anterior. O governador afirmou ter apresentado projetos do PAC que somam mais de 9 bilhões de reais e disse que apenas 280 milhões foram liberados.
O chefe do Executivo estadual reforçou que o estado tem obras de encostas, estradas, metrô e outras infraestrutura relacionadas ao PAC, com reinício de processos administrativos. Também apontou que o montante liberado representa apenas 3% do total solicitado.
Contexto da ajuda e desdobramentos
Zema pediu respeito às vítimas das chuvas e cobrou união institucional diante da tragédia, que já deixou cerca de 70 mortos e gerou desestruturação em várias regiões do estado. O contraste de posições ocorre durante mobilização de equipes estaduais e federais.
Lula, durante a visita, determinou a criação de um escritório de resposta do governo federal em Juiz de Fora para facilitar o contato entre municípios, ministérios e a Caixa. A pasta responsável indicou que o objetivo é apoiar prefeitos, reabilitar serviços públicos e providenciar moradia às famílias desabrigadas.
A atuação conjunta inclui apoio à recuperação de saúde, educação e infraestrutura, com foco também no crédito para pequenos empresários e na reconstrução de moradias. As ações visam acelerar a retomada das atividades nas cidades atingidas.
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