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Justiça rejeita pedido da União para não localizar mortos do Araguaia

TRF da 1ª Região mantém obrigação do governo de recriar grupo de trabalho para buscar restos mortais dos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia

Soldados do Exército rendem suspeitos de guerrilha no Araguaia
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  • A Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região rejeitou recurso da União contra a ordem de recriar o grupo de trabalho para localizar restos mortais dos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia.
  • O tribunal decidiu, de forma unânime, que é legítima a intervenção do Judiciário para obrigar o Executivo a cumprir a sentença.
  • Em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, o GTA foi extinto; a Justiça Federal ordenou a recriação do grupo em 30 dias e a União recorreu ao TRF-1.
  • O desembargador relator, Eduardo Martins, afirmou que a ineficiência do grupo anterior não pode justificar a inércia e defendeu a criação de uma nova estrutura com plano de trabalho e participação de especialistas.
  • O processo, que tramita desde 2003, já transitou em julgado e está na fase de cumprimento de sentença; hoje são 32 familiares dos desaparecidos que acompanham o caso.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região rejeitou recurso da União, apresentado durante o governo de Jair Bolsonaro, contra decisão que ordenou recriar o grupo de trabalho para localizar restos mortais dos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia. A informação teve exclusividade do UOL.

A Quinta Turma foi unânime ao entender legítima a intervenção do Judiciário para obrigar o Executivo a cumprir a sentença. O governo já era obrigado a auxiliar os familiares, mas o grupo foi extinto. Em julho de 2022, a Justiça Federal em Brasília mandou recriar o grupo em 30 dias.

A AGU alegou violação da separação de poderes e que buscas sem novas informações seriam infrutíferas. O desembargador federal Eduardo Martins, relator, afirmou que a ineficiência do grupo anterior não pode justificar a inércia. Defendeu nova estrutura com plano de trabalho e especialistas.

Contexto do caso

O processo, que tramita desde 2003, cobra do governo federal a localização e o sepultamento dos restos mortais. Já foram realizadas várias expedições ao sul do Pará, onde ocorreram os confrontos. Ao todo, 32 familiares participam do processo na Justiça. O objetivo é obter respostas oficiais sobre o destino dos desaparecidos.

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