- María Corina Machado afirma que retornará à Venezuela em poucas semanas, após três meses de exílio.
- Ela esteve no exterior para receber o Prêmio Nobel da Paz, em Oslo, e se reuniu com o ex-presidente Donald Trump durante o período fora do país.
- Autoridades venezuelanas definem Machado como foragida da Justiça e a acusam de pedir intervenção militar.
- Machado participou da campanha eleitoral de Edmundo González Urrutia em 2024, ocorrido em meio a denúncias de fraude contra a oposição.
- O retorno ocorre em meio a um governo interino chefiado por Delcy Rodríguez, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar americana.
A líder opositora María Corina Machado afirmou que retornará à Venezuela em poucas semanas, após três meses no exílio em Oslo, onde recebeu o Prêmio Nobel da Paz. A volta ocorre em contexto de governo de Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente após a captura de Nicolás Maduro em uma operação descrita pelas autoridades como decisão estrangeira.
Machado divulgou a mensagem por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, dizendo que o retorno é para buscar “uma transição para a democracia ordenada, sustentável e irreversível”. A exilada permaneceu, em sua maior parte, nos Estados Unidos, onde participou de encontros com autoridades e líderes estrangeiros.
Além disso, a política esteve associada a encontros com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Trump informou ter recebido Machado após a entrega do Nobel e sinalizou disposição de envolvê-la no governo venezuelano, ao mesmo tempo em que elogiou a atuação de Delcy Rodríguez como presidente interina.
Contexto político e desdobramentos
O vínculo entre Machado, as promessas de transição e as eleições de 2024 é citado para entender o cenário. A oposição tem acusado o pleito de fraude e a campanha de Machado apoiou Edmundo González Urrutia, numa eleição que terminou com a reeleição de Maduro, segundo a narrativa apresentada.
A trajetória de Machado também envolve a necessidade de retornar à Venezuela, após uma suposta operação de resgate internacional em dezembro de 2025. A líder ressaltou a intenção de cobrar a vitória da oposição, destacando a construção de consensos para a governabilidade durante a transição.
Machado conclamou os venezuelanos a se preparar para uma “nova e gigantesca vitória eleitoral”, reforçando o foco em um ciclo de mudanças sem, no entanto, apresentar juízo sobre prazos ou condições concretas para a retomada do poder.
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