- No dia primeiro de março, ao menos três capitais tiveram concentração do ato “Acorda, Brasil”: Belo Horizonte, São Paulo e Salvador.
- Em São Paulo, milhares se reuniram na avenida Paulista, perto do MASP, com o carro de som Avassalador e a participação de líderes do centrão da direita.
- Em Belo Horizonte, o ato contou com a presença de Nikolas Ferreira na Praça da Liberdade, com o governador Romeu Zema visitando o evento.
- Em Salvador, a manifestação ocorreu em frente ao Farol da Barra, seguindo em cortejo pela avenida Oceânica.
- As pautas defendidas vão desde anistia a condenados do oito de janeiro e derrubada de veto ao PL da Dosimetria, até críticas ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal, além de defender combate à corrupção e aumento de impostos; a mobilização é vista como vitrine da pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
O ato de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, chamado Acorda, Brasil, teve início em ao menos três capitais neste domingo (1). Belo Horizonte, São Paulo e Salvador registraram concentrações de apoiadores desde a manhã, em locais públicos conhecidos. As mobilizações seguem a pauta de críticas ao governo Lula e a defesa de pautas conservadoras.
Na cidade de São Paulo, milhares se reuniram nas imediações do MASP, na Paulista. O carro de som Avassalador trouxe autoridades do campo da direita, incluindo o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, além de deputados como Ricardo Salles e Philippe de Orleans e Bragança.
Em Belo Horizonte, a Praça da Liberdade recebeu apoiadores, onde o influente youtuber Nikolas Ferreira discursou. Ele interagiu com o público e posou para fotos, marcando presença na organização da atividade matutina. O governador Romeu Zema foi fotografado próximo aos participantes.
Na capital baiana, o Farol da Barra serviu como ponto de concentração, com cortes de vento e carros de som. O grupo seguiu pela avenida Oceânica, com bandeiras verde e amarelas.
Causas defendidas
As bandeiras vão desde anistia aos condenados pelo 8 de janeiro até o veto à dosimetria, além de críticas ao governo Lula. Também aparecem pedidos de impeachment de ministros do STF e defesa da luta contra a corrupção. A pauta inclui, ainda, propostas para reduzir impostos.
A presença de líderes do campo conservador, como o senador Flávio Bolsonaro, é notada, ainda que haja divergências sobre o tom das críticas à Suprema Corte. A expectativa é que a agenda também exponha a pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
Contexto político e desdobramentos
Especialistas veem as ações como parte da preparação para a eleição, com organização de palanque nacional do campo. A narrativa é avaliada como um teste de aceitação de pautas entre eleitores, incluindo questões sobre anistia, ataques ao STF e propostas econômicas.
A mobilização ocorre em meio a ajustes estratégicos entre aliados do campo, que buscam ampliar o alcance nacional. A pauta promete permanecer no centro das discussões pré-eleitorais em cidades-chave.
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