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Paulista vira palanque para Flávio Bolsonaro sem Tarcísio e Michelle

Ato na avenida Paulista, sem Michelle Bolsonaro e sem Tarcísio, funciona como palanque para Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência

1º.mar.2026 - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o pastor Silas Malafaia participam da manifestação "Acorda, Brasil", na avenida Paulista
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  • Ato na Paulista não contou com Michelle Bolsonaro nem com Tarcísio de Freitas; evento foi palanque para a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.
  • Três pré-candidatos estiveram no local: Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado; porém, os discursos não assumiram tom de palanque para nenhum deles.
  • Zema falou sobre “farra de intocáveis” e Caiado afirmou que Flávio, Zema e ele buscam decisões rápidas, incluindo uma possível anistia ao primeiro mandato.
  • Michelle Bolsonaro ficou em casa cuidando da filha que passou por cirurgia; Tarcísio viajou à Alemanha.
  • O ato contou com mais de trinta lideranças da direita, entre deputados e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto; esta foi a primeira manifestação de Flávio como pré-candidato.

O ato da direita na avenida Paulista teve, pela primeira vez, Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência, sem a presença de Michelle Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas. O evento ocorreu nesta quinta-feira, 1º de março de 2026, em São Paulo, e teve como palco a manifestação intitulada Acorda Brasil.

Três pré-candidatos à Presidência participaram do ato, promovido no entorno da Paulista. Flávio Bolsonaro foi acompanhado por governadores aliados, mas o tom do discurso não soou como palanque uniforme para o filho de Jair Bolsonaro. Zema e Caiado também discursaram, cada um destacando pautas próprias sem se alinhar integralmente à candidatura de Flávio.

A presença de Tarcísio de Freitas ficou fora do evento porque o governador estava em agenda na Alemanha, segundo a organização. Michelle Bolsonaro permaneceu em casa para cuidar da filha Laura, que passou por cirurgia recentemente.

Participação e mensagens

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro participou por transmissão ao vivo desde os Estados Unidos e reforçou o apoio à candidatura do irmão. Em tom de confrontação com adversários, ele pediu que eleitores de Bolsonaro votem em Flávio no pleito de outubro.

Bonés com a campanha de Flávio estavam à venda no local por 50 reais, assim como itens com mensagens de apoio. Também foram vistos cartazes e bonecos infláveis ligados ao ex-presidente e a ministros do STF, em referência a críticas à corte.

Silas Malafaia, aliado de Bolsonaro, fez discurso crítico a Alexandre de Moraes, ministro do STF, chamando-o de ditador de toga por causa de investigações sobre fake news. O pastor citou contratos da esposa de Moraes e relações com o banco envolvido nas acusações como alvo de críticas.

O ato reuniu lideranças da direita, com participação de parlamentares, além de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. A mobilização de hoje é destacada como a estreia de Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência.

Contexto e desdobramentos

Na semana, a estratégia de Flávio buscou mesclar apoio entre a militância e uma postura mais moderada para o terreno eleitoral. A ideia é ampliar o alcance do movimento sem abrir mão de apoios radicais, segundo aliados.

O último ato bolsonarista na Paulista, em 7 de setembro de 2025, teve uma adesão estimada de cerca de 42 mil pessoas, e já vinha em meio a tensões com políticas comerciais dos Estados Unidos na época. A atual mobilização ocorre em meio a debates sobre alianças regionais e estratégias de campanha.

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