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Câmara aprova venda de medicamentos em supermercados; vai para sanção

Projeto autoriza venda de medicamentos em supermercados com farmácias segregadas e farmacêutico em tempo integral; decisão segue para sanção presidencial

Medicamentos enfileirados em prateleira de farmácia — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • Câmara dos Deputados aprovou projeto que permite venda de medicamentos em farmácias dentro de supermercados; texto segue para sanção presidencial.
  • Proposta já havia sido aprovada pelo Senado no ano passado e tramitação foi acelerada com urgência, indo direto ao plenário sem comissões temáticas.
  • Farmácia ou drogaria pode funcionar na área de venda de supermercados desde que o ambiente seja delimitado e exclusivo para a atividade farmacêutica.
  • Será obrigatória a presença de farmacêuticos durante todo o horário de funcionamento da farmácia instalada na área de venda dos supermercados.
  • Medicamentos de uso controlado continuam com restrição: só podem ser entregues aos clientes após o pagamento.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira um projeto de lei que permite a venda de medicamentos em supermercados. O texto já havia sido aprovado pelo Senado no ano passado e segue para sanção presidencial. A tramitação foi acelerada com urgência votada no plenário, sem análise em comissões temáticas.

O projeto exige que a farmácia ou drogaria instalada na área de venda de supermercados fique em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para atividade farmacêutica, independente dos demais setores do estabelecimento. A venda pode ocorrer pelo próprio supermercado ou por contrato com farmácia licenciada.

Quanto aos medicamentos de uso controlado, a regra permanece de entrega apenas após pagamento, mantendo restrições de oferta. O objetivo do texto é tornar o acesso aos remédios mais ágil, mantendo padrões de segurança.

Entre apoiadores, o foco é baratear preços e ampliar concorrência, segundo parlamentares que defendem a medida após mudanças do Senado. Críticos, porém, destacam o risco de automedicação e a necessidade de manter a farmácia como área dedicada.

Hildo Rocha, MDB-PA, afirma que a medida aumenta a concorrência e pode reduzir preços para o consumidor. Maria do Rosário, PT-RS, sustenta que supermercados não devem virar farmácias e que isso pode incentivar a automedicação.

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