- Desembargador Luís Antonio Johonsom di Salvo tomou posse como presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) para o biênio 2026-2028.
- Em discurso diante de magistrados, juristas e advogados, ele defendeu a magistratura ante pressões externas e ataques a supostos penduricalhos remuneratórios, dizendo que a Justiça não é “ninho de rapinantes”.
- Di Salvo afirmou que há quem veja o juiz como malfeitor e que é responsabilidade da magistratura repudiar esse sentimento, defendendo remuneração condigna.
- O novo presidente criticou críticas aos salários da toga, chamando-as de “ópera bufa” e reafirmando a defesa por uma remuneração justa, sem caracterização de esmola.
- Em tom adveras ao momento de crise institucional, ele enfatizou a necessidade de os agentes do Judiciário se manifestarem contra ataques e alertou para o risco de o Judiciário ser enfraquecido, o que poderia levar ao “dilúvio”.
Luís Antonio Johonsom di Salvo tomou posse nesta segunda-feira (2) como presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) para o biênio 2026-2028. Em discurso aos magistrados, juristas e advogados, ele defendeu a magistratura e a manutenção de proventos compatíveis com o cargo diante de críticas da opinião pública e pressões do STF.
Di Salvo ressaltou que há uma percepção negativa sobre juízes, apresentando a tese de que muitos enxergam a magistratura como alvo de críticas injustas. O desembargador afirmou ser tarefa da Justiça defender a integridade da instituição e rejeitar esse tratamento.
O novo presidente, natural de Rio Claro (SP) e formado pela PUC-Campinas, chegou à Justiça Federal em 1992 e foi promovido a desembargador do TRF-3 em 2002. Ele assume o topo da maior corte federal do país por dois anos.
Em seu discurso, Di Salvo observou a existência de um acervo grande de processos sob guarda do Judiciário em todo o Brasil, citando o descaso histórico com o Judiciário e com a política remuneratória. Afirmou que uma remuneração justa não significa enriquecimento indevido.
O desembargador afirmou que críticas e deboches contra o Judiciário são comuns, mas que não devem desviar o foco de melhorias institucionais. Ele enfatizou a necessidade de que os agentes do Judiciário se manifestem frente aos ataques à instituição.
Encerrando, Di Salvo defendeu a atuação responsável da magistratura e ressaltou que as exceções devem ser tratadas com devida resposta legal. O presidente do TRF-3 pediu que a toga seja usada com dignidade ao longo de toda a carreira.
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